Mostrando postagens com marcador Fica a dica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fica a dica. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Como Ler a Bíblia em Um Ano

Olá meus queridos ,um feliz ano novo a todos!!
Que Deus abençõe grandemente todos vocês!!!
E nada melhor do que buscar a Deus, tê-lo como centro das nossas atenções em todos os sentidos das nossas vidas!!
Portanto você que não conseguiu ler a bíblia toda,sempre tem algo que atrapalha,não consegue obter uma leitura diária,aqui vai algumas dicas para você,espero que sirva e goste!!
Um ano é um período mais que suficiente para se ler a Bíblia, independentemente do motivo (devoção, cultura ou algo mais pessoal). Antes de começar, pare e pense em como quer cumprir a tarefa. Você pode fazer a leitura sozinho ou em grupo; ler uma ou várias traduções diferentes; ler com ou sem comentários ou contextualização etc. O importante é manter o ritmo e avançar aos poucos.

                                      Planos de leitura bíblica

A bíblia é um livro grande, composta de 66 pequenos livros. Então para conseguir lê-la toda em um ano, você precisa se planejar.  Você sabe quantos capítulos tem a bíblia?
Exatamente 1189, então, a primeira tarefa é dividir isso para cada dia do ano, ou seja:
1189/365 = 3,2
Você deve ler, em média 4 capítulos da bíblia, TODOS OS DIAS, para concluir sua tarefa.
Agora, o certo é que alguns capítulos são enormes, e outros pequenos. Alguns são fáceis de ler, outros super difíceis. Então a dica é:
Alterne sua leitura. Leia, por exemplo, dois capítulos do Velho Testamento, e dois capítulos do Novo Testamento, todos os dias.
Tenha em mãos um caderno para ir anotando os capítulos do dia, tipo:
Dia 1/1 –  Gênesis 1 e 2

Tenha um dicionário em mãos:

Leia a bíblia com um dicionário em mãos – isso será muito útil no caso de você encontrar alguma palavra mais complicada de entender. Se você é como eu, do tipo que não tem medo de rabiscar e colorir tudo, então anote a tradução da palavra em
um cantinho da própria página da bíblia. Assim você sempre terá em vista.

Crie um caderno de anotações:

Outra dica legal é ter um caderno de anotações. Sim, juntamente com sua bíblia, tenha um caderno onde você irá anotar todas as principais dúvidas que teve ao ler determinado trecho.
E depois busque alguém que possa lhe ajudar a entender. Seja seu pastor, algum cristão sério na sua igreja, ou mesmo um grupo no Facebook cujo propósito seja estudar mais a Palavra de Deus (no final do artigo lhe indicarei um).

Use o bom senso e contextualize as situações:

Nem sempre você encontrará respostas claras em relação à Palavra de Deus. E é exatamente por isso que temos tantas denominações diferentes:
– presbiterianos
– metodistas
– batistas
– assembleianos
Todos pregam o mesmo evangelho, estudam o mesmo livro, mas possuem visões diferentes. Então, a dica é: conheça a vontade básica de Deus e aplique em sua vida cotidiana.
Sim… o maior objetivo da bíblia é ajudar você a resolver questões do dia a dia, na sua vida diária, então, nada melhor do que conhecer as bases cristãs e aplicá-las ao seu cotidiano. Quais são os dois principais fundamentos bíblicos?
– Amarás teu Deus acima de todas as coisas
– Amarás a teu próximo com a ti mesmo

http://mulhersabiaevirtuosa.com/como-ler-a-biblia-em-um-ano-e-entender/

                                                     



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Já aconteceu com você de ter que deixar um livro pra traz? !!!

Os livros que muito poucos conseguem terminar


Olá meus queridos,estive um pouco sumida por conta de minha filha que ganhou neném tive que dar apoio em tudo já sabe como é ,ainda cuidar de minha mãe ,duas casas praticamente .Ainda bem que graças a Deus tem mim dado saúde para aguentar o pique,mas apesar de tudo estou  de volta,até minhas leituras ficaram estacionadas,inclusive um livro que já tem meses que não consigo terminar de ler,além da falta de tempo,ta meio amarrado eu não quero abandonar vou terminar  se Deus quiser !!!
Pensando nisso eu resolvi com partilhar essa matéria com vocês.




No último festival literário de Cheltenham, o romancista britânico Nick Hornby encorajava as pessoas a queimar em uma fogueira os livros complicados. A não insistir nesse romance que se instala na mesinha de cabeceira como um parasita porque seu leitor é incapaz de lê-lo, mas não quer admitir sua derrota. “Cada vez que continuamos lendo sem vontade reforçamos a ideia de que ler é uma obrigação e ver televisão é um prazer”, afirmava, em um elogio da leitura como atividade hedonista.
Depois que Hornby expressou essa posição, muitos fóruns discutiram quais títulos são os mais indigestos, em mais uma versão do eterno debate sobre se as pessoas leem obras complicadas para poder dizer que as leram, não pelo prazer de lê-las. Alguns levam essa ideia longe demais. O romancista britânico Kingsley Amis disse em seus anos de maturidade que a partir de então, com pouco tempo de vida pela frente, só leria “romances que começam com a frase: ‘Escutou-se um disparo’”. Talvez o pai de Martin Amis tenha exagerado (as memórias de seu filho, nas quais tanto o ataca, têm quase 500 páginas), mas são muitos os que opinam que “a vida é muito curta para ler livros muito compridos”. Eis aqui uma lista de volumes que carregam o estigma (frequentemente injusto) de ser impossível terminar de ler.
1.- O Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon
No episódio A Pequena Garota no “Big Ten”, da 13ª temporada de Os Simpsons, a pequena Lisa quer se fazer passar por estudante universitária. Em uma cena, bisbilhota o armário de uma estudante e descobre este grande romance. A conversa das duas é a seguinte: “Você está lendo O Arco-Íris da Gravidade?”, pergunta-lhe a pequena Simpson. “Bom, estou relendo”, responde a estudante. A brincadeira, e o fato de que apareça nessa série, resume até que ponto esse e outros romances do autor mais misterioso da literatura americana alcançaram o status de literatura ilegível. Não para todos, claro. É famoso o caso do professor George Lavine, que cancelou suas aulas para se recolher durante três longos meses de 1973 com o único objetivo de devorá-lo. Quando saiu de sua reclusão, afirmou que Pynchon era o melhor que havia acontecido para as letras americanas do século XX.
2.- Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski
Não adianta muito que se possa ler como um thriller psicológico e torturado que não se resolve até o último parágrafo. Talvez por seu título, que alguns consideram aplicável ao que representa sua escritura e sua leitura, poucos se atrevem a criticar os delírios de Raskolnikov, ou os abandonam na sexta manifestação de tormento.
3.- Guerra e Paz, de Leon Tolstói
Outro exemplo da literatura russa, que se costuma colocar neste tipo de lista com piadas como: “Lamentavelmente, não cheguei nem ao primeiro disparo da guerra”. Embora muitos o considerem uma leitura trepidante ambientada durante a invasão napoleônica da Mãe Rússia, eles prefeririam ver a versão cinematográfica. Carrega o estigma recorrente de que ler para os russos é complicado e mais cansativo que escalar algum pico dos Urais. Seu autor o escreveu convalescendo, depois de quebrar um braço ao cair de um cavalo. Alguns leitores declaram, neste tipo de debate, ter se sentido assim durante sua leitura.
4.- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Outro romance que esconde pistas em seu título. Alguns leitores terminam de lê-lo pelo primeiro elemento, por orgulho, enquanto outros nem se aproximam dele por causa do segundo, por puro preconceito. É um festival de murmúrios e vaivéns românticos, inclusive cômicos, mas o leitor contemporâneo frequentemente se cansa das tensões sexuais que celebra, entretanto, nas comédias da televisão. Esse leitor pouco paciente não é o único. O gênio Mark Twain chegou a declarar: “Cada vez que leio Orgulho e Preconceito, tenho vontade de desenterrar [a autora] e golpeá-la no crânio com sua própria tíbia”.
5.- A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne
Foi publicado por volumes durante oito anos. O autor morreu antes que se publicasse como romance; de fato, muitos especialistas consideram a obra inacabada depois de tantas páginas. O livro pretende ser a autobiografia do narrador, que se perde em digressões e rodeios infinitos e hilários, mas não adequados para todos os gostos. É uma peça fundamental da narrativa moderna e cômica, mas o fato de que o protagonista não nasça até o terceiro volume não ajuda muita gente a aguentar manter o livro nas mãos. Talvez prefiram a adaptação de Michael Winterbottom, embora seja uma adaptação pouco fiel, como não poderia deixar de ser.
6.- A Divina Comédia, de Dante
O poema escrito por Dante Alighieri no século XIV pertence ao grupo dos que talvez enganem o leitor desprevinido pelo título. Crucial na superação do pensamento medieval e ácido como um limão nos olhos graças aos comentários sobre sua época, foi até adaptado em um monólogo por Richard Pryor. No entanto, muitos ficam  na primeira parte (intitulada Inferno) ou não passam pela segunda, oPurgatório, e muito menos terminam a última, batizada de Paraíso.

7.- Moby Dick, de Herman Melville
Se o protagonista de outro relato deste autor, Bartleby, o Escrivão –esse advogado nova-iorquino entediado, entre outras coisas, com seu trabalho – diz aquilo de “Preferiria não fazer isso”, muitos leitores adotam essa frase quando encaram o romance definitivo de Melville. Não compartilham a obsessão cega do Capitão Ahab por caçar a baleia e se enjoam com a primeira tormenta em alto mar. Não estão sozinhos, apesar da legião de fãs que realmente vibram com o livro. Em uma recente reedição em castelhano desta obra, o autor do prólogo inclui uma saborosa curiosidade. O músico Moby (sim, aquele que faz canções que saem em oitenta anúncios) admite que, embora tenha adotado esse pseudônimo, jamais terminou de ler o romance porque lhe parece “muito longo”. Uma pista: esse músico calvo se chama, na verdade, Richard Melville. Seu tio-bisavô é o consagradíssimo autor.
8.- Paradiso, de José Lezama Lima
As mais de 600 páginas desta espécie de romance de aprendizagem, exuberante em sua prosa como uma árvore repleta de frutos, são um inferno para muitos leitores. Muitos resolvem abordar a formação do poeta José Cemí aconselhados por Julio Cortázar, um autor fundamental para muitos adolescentes, do qual tentam devorar todas suas pistas, mas a linguagem personalíssima e o longo alcance afugentam uma altíssima porcentagem do público de um dos principais romances em castelhano do século XX. É mais curioso ainda quando se sabe que o autor é cubano, já que os cubanos geralmente são pouco dados a introspecções. Na narrativa latino-americana, apesar do recente culto global a Roberto Bolaño, também se costuma brincar com 2.666, do escritor chileno, que não alcança esse número de páginas, mas tem mais de mil.
 9.- As Aventuras do Bom Soldado Svejk, de Jaroslav Hasek / Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
O mesmo bufo de tédio e desinteresse nas salas de aula checas e espanholas. E o pior é que ambos são emitidos pela obrigação de ler dois dos romances mais divertidos e delirantes da história. Duas histórias pitorescas com dois anti-heróis absolutamente inesquecíveis que carregam o problema de ser o clássico mais aplaudido de ambos os países. Seu problema? Obrigar alunos imberbes com os feromônios disparados a mergulhar em suas numerosíssimas páginas para transformá-los em “um livro de La Mancha – ou de Praga – do qual não quero me lembrar”. No entanto, quando lidos mais tarde, são mais viciantes que um saquinho de pipocas ou que a série de TV com maior audiência.
10.- A Piada Infinita, de David Forster Wallace
 É curioso que um romance que trata, entre outras coisas, do vício e do colapso da cultura do entretenimento desanime tantas pessoas. Suas mais de mil páginas – centenas delas são notas de rodapé – o convertem em um dos livros pós-modernos fundamentais na história da literatura, mas também fazem com que muitos acreditem que seu depressivo autor, que acabou se suicidando, tenha escrito, efetivamente, uma espécie de piada infinita sem graça. Os leitores atuais traçam uma linha no chão e formam dois grupos: aquele dos que amam o livro e aquele dos que o odeiam.


Publicado no El País

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O que vocês acham a tecnologia na escola: ajuda ou atrapalha?

                             tecnologia-sala-de-aula-838x570

Dispositivos móveis estão cada vez mais se tornando ferramentas de ensino, da pré-escola até a pós-graduação.
Uma recente pesquisa do Pew Research Center, nos EUA, descobriu que 58% dos professores norte-americanos possuem smartphones – 10% a mais que a média nacional para adultos. Os professores estão abraçando políticas do tipo “traga seu próprio dispositivo” nas classes e pedindo que as escolas possuam e ofereçam tablets para seus alunos.
Mas o que esses dispositivos móveis realmente acrescentam às aulas? Essa tendência tecnológica vai além de conquistar a atenção dos alunos ou é apenas uma maneira chamativa de alcançar os mesmos objetivos possíveis com a instrução analógica?
Os benefícios da tecnologia móvel
A pesquisa do Pew Research Center pediu a um grupo de professores que analisasse o impacto educacional da tecnologia na sala de aula. Eles descobriram que:
73% dos professores usam tecnologia móvel em suas salas de aula, seja por meio de sua própria instrução ou permitindo que os alunos usem dispositivos para completar as tarefas;
Professores de inglês são mais propensos a usar a tecnologia móvel na sala de aula do que professores de matemática;
47% dos professores concordam fortemente e um adicional de 44% concordam um pouco que os alunos precisam de cursos de alfabetização digital para serem bem sucedidos academicamente e além.
Outras pesquisas também viram vantagens. A empresa PBS Kids, em parceria com o Departamento de Educação dos Estados Unidos, descobriu que o vocabulário das crianças com idades entre 3 e 7 anos que usavam o aplicativo “Martha Speaks” melhorou até 31%.
A Universidade Cristã Abilene realizou uma pesquisa na mesma época em que concluiu que estudantes de matemática que usaram o app “Estatísticas 1″ viram melhora em suas notas finais. Eles também se sentiram mais motivados em terminar aulas em dispositivos móveis do que através de livros didáticos tradicionais.
Além disso, mais um estudo descobriu que 35% dos alunos do 8º ano se sentiam mais interessados em suas aulas ou atividades quando usavam tablet, e no geral excederam as expectativas acadêmicas dos professores ao usar os dispositivos. 54% dos alunos ainda disseram se envolver mais nas aulas que utilizam tecnologia e 55% disseram que gostariam que seus professores usassem mais jogos educativos ou simulações para ensinar lições.
Desvantagens
Ao lado dos benefícios, os dispositivos móveis certamente vêm com a sua quota de complicações. A autoridade do professor, por exemplo, é uma área que pode ser facilmente posta em causa quando a tecnologia móvel é permitida em salas de aula.
Existe também a questão do custo. É claro que há um preço associado com a tecnologia. E, mesmo que as crianças possam trazer seus próprios dispositivos, ainda vai haver o problema da disparidade – com certeza, alguns alunos são mais privilegiados do que outros, o que pode causar várias dificuldades.
Políticas de tecnologia também são mais difíceis de implementar em aparelhos eletrônicos pessoais do que em dispositivos de propriedade da escola – esses últimos podem vir com programas pré-instalados certos e não permitir qualquer atividade que não tenha a ver com o aprendizado. Um dispositivo que vai para casa com o estudante, no entanto, não pode ter as mesmas regras.
Há ainda questões de privacidade a se considerar. Será que queremos terceiros seguindo nossos alunos nos seus percursos de aprendizagem? E os professores devem ter acesso ao que os alunos fazem em seus dispositivos móveis quando fora da sala de aula?

Tecnologia móvel nas salas de aula: o que funciona?
Apenas a tecnologia móvel na sala de aula não garante um aumento da compreensão ou mesmo da atenção dos alunos. Então, quais tipos de uso da tecnologia móvel fazem mais sentido para o aprendizado?
Em resumo:
E-readers: parte do problema com livros didáticos tradicionais é que eles ficam rapidamente ultrapassados.
E-readers eliminam esse problema e permitem atualizações em tempo real que são úteis para estudantes e professores;
Módulos móveis individuais: aplicativos e jogos educativos são opções que podem ser pensadas individualmente para alunos. Isso dá a eles uma oportunidade de trabalhar em seu próprio ritmo, tendo tempo extra nas áreas onde mais precisam;
Programas de resposta em mensagem de texto: sites que permitem que professores enviem trabalhos de casa ou testes com perguntas para os alunos através de texto resultam em uma abordagem mais interativa para o aprendizado. A maioria dos programas que facilitam esta tecnologia permitem um feedback em tempo real, dando aos alunos a chance de aprender com seus erros e colocar tudo em contexto. Os alunos também se tornam mais motivados a ir para a escola e completar uma tarefa quando têm acesso a mensagens de texto de seus professores;
Aprendizagem em nuvem: usar tecnologia móvel que está ligada a uma nuvem significa que os alunos podem fazer a transição da tarefa em sala de aula para a tarefa em casa – ou em qualquer outro lugar – facilmente, desde que tenham acesso a um smartphone, tablet ou computador. Isso economiza tempo e melhora a capacidade de organização dos alunos.

Conclusão
A aprendizagem móvel pode de fato fazer uma diferença positiva na forma como os alunos instruem-se. Quando usada da maneira correta, tem o potencial de ajudar os alunos a aprender e se engajar mais.
Mas os dispositivos não são a salvação. Professores competentes são tão necessários quanto a tecnologia na Era da Informação, para equilibrar as vantagens educacionais móveis com interação saudável a fim de maximizar o valor de ambos. 

Publicado no Hypescience

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

8 Razões para ler livros (a sério).





                                     Faz bem ao cérebro e ajuda a relaxar... Há melhor? Shutterstock


Com a evolução tecnológica, a maioria das pessoas decidiram deixar os livros nas estantes. Os mais novos só querem saber das novas tecnologias e os adultos dizem que não têm tempo para ler (mas a verdade é que muitos vão no comboio ou no metro agarrados ao tablet ou ao smartphone e não a uma obra literária).
A Time decidiu fazer uma lista de oito razões para deixar os e-books, as sms, os chats e os comentários nas redes sociais e optar por livros a sério. Pode ser que lhe dê alguma motivação…
 As pessoas que lêem são mais inteligentes: Dr. Seuss escreveu “Quanto mais leres, mais coisas saberás. Quanto mais aprenderes, a mais sítios irás”. Sabia que um livro infantil expõe a criança a mais palavras do que um programa de televisão? É esta a conclusão de um estudo da Universidade de Berkeley, EUA. Estar exposto a novos vocábulos não só faz com que aprendam a ler melhor, mas também permite alcançar resultados mais altos em testes de inteligência. Para além disso, é essencial que opte por um livro e não um ecrã – ler num dispositivo faz com que fiquemos entre 20 a 30% mais lento, lê-se num estudo da Universidade do Texas.
Ler faz bem ao cérebro: Tal como fazer jogging ajuda a melhorar o sistema cardiovascular, ler regularmente ajuda a melhorar a memória, explica um estudo publicado na Neurology.
Tornamo-nos mais empáticos: Uma boa leitura pode fazer com que seja mais fácil aproximarmo-nos de outros. Alguns livros, principalmente os de ficção, ajudam-nos a ‘ler’ as emoções daqueles que nos rodeiam com uma maior facilidade, explica uma investigação publicada no site Science.
Folhear ajuda a concentrar: Por incrível que pareça, mudar de página ajuda-nos a contextualizar melhor aquilo que estamos a ler, o que pode proporcionar um melhor entendimento e uma maior compreensão da obra que lemos, explica um texto publicado na Wired.
Pode ajuda a prevenir a Doença de Alzheimer: Quem lê, joga xadrez e faz puzzles tem uma menor probabilidade de vir a desenvolver Alzheimer quando comparando com aqueles que não praticam actividades tão estimulantes, explica um estudo publicado no site da Proceedings of the National Academy of Sciences.
Ajuda a relaxar: Um estudo realizado na Universidade de Sussex mostra que ler ajuda a reduzir o stress em 68%. “Não importa que livro lê. Ao ‘perder-se’ num bom enredo, consegue esquecer as preocupações do dia-a-dia e passa algum tempo a explorar o imaginário do autor da obra” explicou o neuropsiquiatra David Lewis ao jornal Telegraph.
Ajuda a adormecer: Se fizer da leitura nocturna um hábito, o seu corpo perceber que, depois de ler algumas páginas, está na altura de ‘desligar’, explica uma investigação da Mayo Clinic. Ler um livro faz mais pelo seu sono do que um computador ou um tablet – a luz emitida pelos ecrãs faz com que esteja acordado durante mais tempo.
Ler é ‘contagiante’: A maioria dos pais gostava que os filhos lessem mais, mas a verdade é que não fazem muito para que isso aconteça – a maioria deixa de lhes ler histórias quando eles aprendem a ler. Um novo estudo divulgado pela editora Scholastic mostra que ler em voz alta para as crianças durante a primária ajuda-as a tornarem-se verdadeiros amantes de literatura. Ou seja, não deixe de lhes ler histórias à noite. Esse hábito só lhes vai fazer bem no futuro.



 Joana Marques Alves, no SOL

domingo, 14 de setembro de 2014

Dez minutos de leitura diária pode fazer a diferença na vida de seu filho

À primeira vista, o filme acima pode parecer longo demais – e até mesmo um pouco chato. Ainda assim, é inegável a importância do assunto que ele aborda: dez minutos de leitura diária com seu filho pode fazer uma diferença enorme na vida dele. É o que defende a ONG Save the Children.
É claro que no comercial criado pela agência Don’t Panic, de Londres, tudo parece muito mais exagerado, com um garoto pedindo ao pai que leia para ele, mas o adulto está cansado demais e resolve tirar um cochilo. Em seus sonhos, ele enxerga o futuro do filho e, o que vê, não é lá muito animador.
Crianças aprendem muito observando os adultos e, principalmente, compartilhando atividades com eles. Ler com uma criança é um ato de carinho e, no final, pode mudar uma vida.

1
Adicionar legenda    
                           




Amanda de Almeida, no B9

domingo, 17 de agosto de 2014

Uma estrela cadente?

Os números de venda do livro ‘A culpa é das estrelas’ caem nas últimas semanas, mas continua em primeiro lugar.
O livro mais vendido no ano até agora, 541.265 exemplares, está longe de ser alcançado, mas nas últimas semanas tem vendido menos. Nessa semana, A culpa é das estrelas (Intrínseca) vendeu 11.990 e continua em primeiro lugar na lista geral dos mais vendidos. Porém, o segundo lugar, Ansiedade: como enfrentar o mal do século (Saraiva) vendeu 9.366 exemplares, uma diferença de 2.624 exemplares. Apesar de ser uma diferença ainda grande, é uma das menores do ano, e bem pequena para um livro que já foi meteoro.
Na lista de negócios, De volta para o mosteiro (Sextante) trocou de lugar com seu irmão mais velho, O monge e o executivo (Sextante) e assumiu o primeiro lugar.
Outra lista que trouxe várias famílias foi a infantojunvenil. A série da escritora Kiera Cass, da Seguinte, colocou quatro livros na lista: A elite, A escolha, A seleção e Contos da Seleção. A Rocco Jovens Leitores também fez um almoço em família, com Insurgente, Convergente e Divergente.
Na lista de autoajuda, o destaque foi o livro O poder da coragem (gente) que ficou estreou em quinto lugar com 1.500 exemplares vendidos. Em não ficção, Getúlio 1945-1954 (Companhia das Letras) ficou em segundo lugar, com 2.150 exemplares vendidos.
No ranking das editoras, Intrínseca ficou em primeiro com 14, e Record e Sextante empatadas com 12. Companhia das Letras, ficou em terceiro, com oito. A cada semana chegando mais perto das “top 3”


 Cassia Carrenho, no PublishNews

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Estas 10 práticas vão deixar você mais inteligente

Seu cérebro é capaz de realizar muitas peripécias, mas você pode dar uma ajudinha

Quer ficar mais esperto, ter um rendimento melhor nos estudos e no trabalho? Sabia que é possível dar um empurrãozinho no funcionamento do seu cérebro? A revistaTime fez uma lista com pequenas atitudes que podem ajudar você a ser uma pessoa mais inteligente. Confira quais são essas atitudes a seguir e depois nos conte se já pratica alguma delas:
1 – Administração do seu tempo online
Você provavelmente já reparou que, de vez em quando, faz seu login no Facebook “só para dar uma olhadinha” e, de repente, lá se foram algumas horas diante da tela azul e branca. Não que você não possa se divertir com as redes sociais, mas aprender a administrar seu tempo na internet é uma grande coisa.
Você pode usar “o lado bom” da internet e se dedicar a aprender coisas novas, ver palestras do TED, tentar aprender uma nova língua, conhecer um novo país, aprender mais a respeito do corpo humano e por aí vai.
2 – Tome nota!
Você tem acesso a um número muito grande de informações todos os dias, por isso não adianta pensar que vai conseguir lembrar sempre o conteúdo daquela matéria do Mega Curioso que você acabou de ler e que achou incrível. Quando alguma coisa for realmente importante para você – por exemplo: se for algo que possa cair em umaprova –, o ideal é que você faça anotações para poder lembrar depois.
3 – Faça uma lista das coisas que você já fez
Ser confiante e feliz é sinal de inteligência, e uma boa forma de você se tornar confiante e satisfeito é se lembrar das coisas que já conquistou. Se sua meta era fazer academia e se você já está fazendo aulas de musculação há duas semanas, lembre-se disso. Idem para aquela conquista no trabalho, na faculdade, na escola. Isso vai fazer de você uma pessoa mais motivada.
4 – Jogue mais!

Os jogos mais recomendados para treinar seu cérebro são o xadrez, alguns jogos de baralho e, claro, as famosas palavras cruzadas. Tudo que envolve planejamento estratégico e memória é uma boa ideia. Melhor ainda se você jogar sozinho, sem ajuda de livros e dicas.
5 – Selecione melhor seus amigos
Não é novidade que as pessoas com as quais você se relaciona podem influenciar seus hábitos e suas decisões. Por isso, é sempre bom manter por perto aquele amigo que gosta de ler, que vai bem nos estudos, que tem um bom relacionamento social, que sabe tomar boas decisões e que tem boas conversas. Esse conselho serve para a vida inteira: é sempre bom ter por perto uma pessoa inteligente tanto na questão racional da coisa quanto na emocional também.
De acordo com Saurabh Shah, o seu QI é uma média do QI das cinco pessoas mais próximas de você. Isso só comprova o que falamos no parágrafo anterior: ficar perto de gente esperta faz de você uma pessoa esperta.
6 – Leia muito
Esse é um conselho muito batido e, para alguns, um pouco chato. Ainda assim, é preciso reforçar o poder da leitura, principalmente em tempos de redes sociais, quando passamos mais tempo em contato com conteúdos rasos do que com uma boa narrativa literária, por exemplo.
Cientificamente falando, a leitura tem o poder de dar aquele impulso que seu cérebro precisa de vez em quando, sem falar que é um ótimo exercício para a criatividade também. Você não precisa começar lendo a obra completa de Dostoiévski, mas pode criar o hábito de ler jornal e, quem sabe, aquele livro que faz mais o seu estilo. O importante é ler bastante e sempre. 
7 – Explique coisas para as pessoas
Albert Einstein, o gênio que todo mundo conhece, disse uma vez que “se você não consegue explicar de uma maneira simples, você não entende o assunto bem o suficiente” e, mais uma vez, ele parecia estar certo. Quando você realmente entende um assunto, consegue falar sobre ele com facilidade. Por isso, acostume-se a falar a respeito das coisas que você tem aprendido. Pode ser até para você mesmo, na frente do espelho.
A verdade é que é fácil aprender uma nova informação, mas manter esse conhecimento com você o suficiente para que não apenas você entenda como repasse o que entendeu é o jeito “certo” de aprender.
8 – Coisas novas e aleatórias
Ninguém gosta de rotina, nem mesmo o seu cérebro. Por isso, faça coisas novas e diferentes com frequência. Pode ser que um dia o que você fez hoje seja útil ou, na “pior” das hipóteses, você está criando memórias de novas experiências e isso é sempre bom.
Steve Jobs, por exemplo, fazia aulas de caligrafia quando mais novo, mesmo sem precisar se preocupar com isso. Anos mais tarde, quando se tornou o gênio responsável pela Apple, os conceitos de design que ele havia aprendido foram mais do que úteis.
Se você trabalha com fotografia, tente escrever um pouco também. Se seu interesse maior é a saúde, pratique ioga ou se aventure em uma aula de zumba. Vale tudo: de torneios de pôquer com os amigos a caminhadas em parques desconhecidos aos finais de semana.
9 – Aprenda um novo idioma
Se você tem acesso à internet, já não vale a desculpa de que está sem grana para pagar por aulas de outro idioma. Lógico que ter aulas de uma língua estrangeira com um professor é sempre a melhor opção, mas você pode também aprender sozinho. Com uma boa pesquisa, dá para descobrir sites que ensinam gramática, ortografia, interpretação de texto, expressões idiomáticas e dão dicas de como se aprofundar em outra língua.
É importante saber qualquer língua além do português para se destacar no mercado de trabalho, lógico, mas isso também deixa seu cérebro mais esperto, mais treinado. Já pensou que bacana ouvir aquela música em inglês, francês, espanhol, ou qualquer que seja a língua, e entender o que ela diz? Você pode até aprender alguns idiomas fictícios, se quiser!
10 – Relaxe!
Depois de um dia corrido, de todas as tarefas do trabalho cumpridas, depois de fazer aquela aula de pilates, de começar a ler um novo livro e de aprender um pouco mais sobre o mugido das vacas, relaxe, respire e fique um tempo em silêncio, sem fazer nada, concentrando-se apenas em seu corpo e em sua respiração.
Esses minutos de calma são muito úteis para que seu cérebro assimile tudo o que você fez e para que seu corpo recomponha as energias. Se você é do tipo que vive muito estressado e irritado, experimente fazer um pouco de meditação todos os dias e, com certeza, você vai perceber que a sensação de irritação vai começar a diminuir.

Daiana Geremias, no Megacurioso

sábado, 26 de julho de 2014

3 dicas para ler mais todos os dias


                        Veja como você pode conciliar sua rotina corrida à literatura


É cada vez mais comum na sua vida abandonar hábitos, como ler um bom livro
Vinte e quatro horas não parecem suficientes para dar conta de todas as suas atividades diárias, não é mesmo? E, por isso, torna-se cada vez mais comum na sua vida abandonar algumas atividades que você tanto ama, como ler um bom livro. Pensando nisso, a Universia Brasil reuniu três dicas para que você leia mais, apesar da rotina corrida. Confira-as a seguir:
1 – Se não puder ler, escute
Depois de um longo dia de trabalho é comum você não se sentir motivado para ler um livro ou até você simplesmente não ter tempo para sentar e ler com calma. Por isso, uma boa alternativa são os audiobooks. Seja no carro, no celular ou simplesmente no rádio da sua casa, por meio dos audiobooks, você consegue ouvir a história daquele livro e aproveita-la da mesma forma.
2 – 10 páginas por dia
Se você não é muito fã dos audiobooks, a melhor maneira de ler mais é criar uma rotina regrada de leitura. Estabeleça que você lerá dez páginas todos os dias, por exemplo, e tente cumpri-la. Escolha um número de páginas que sacie sua vontade, mas que também não te sobrecarregue. Assim, você tem o prazer de ler, mas não a dor de cabeça de ficar ainda mais cansado.
3 – Volte aos tempos de criança
Ler em voz alta pode parecer bobo agora que você é mais velho, mas a verdade é que estimula a sua vontade de continuar a leitura. É só você lembrar-se de quando era criança e fazia seus pais lerem a mesma história duas ou três vezes no dia. Por isso, se estiver um pouco desanimado para pegar um livro, tente usar essa técnica. Ela pode te ajudar bastante.


Publicado no Universia Brasil

domingo, 20 de julho de 2014

7 motivos para ler João Ubaldo Ribeiro


1 - Ele ganhou não um, mas dois prêmios Jabuti
O escritor ganhou o prêmio de melhor autor revelação, em 1972, com o romance Sargento Getúlio - segundo romance do autor. O livro é considerado uma obra prima e já foi traduzido para diversos idiomas. Já em 1985, o jornalista foi condecorado na categoria Melhor Romance do Ano, com a obra Viva o povo brasileiro. Apesar de ser baseado em fatos reais da história brasileira, como a ocupação portuguesa, trata-se de uma narrativa com personagens fictícios. Em cada momento da obra, um personagem se destaca e, mesmo sendo de núcleos diferentes, muitos deles interagem entre si.
2 - Ele também ganhou o Prêmio Camões
Não bastassem os dois Jabutis, João Ubaldo faturou o mais importante prêmio da literatura em língua portuguesa. Criado pelos governos do Brasil e de Portugal, a condecoração é atribuída aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.
3 - Ele é elogiado pelos elogiados
De Luis Fernando Verissimo, escritor, a Antônio Torres, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, muitos autores reconhecem o talento de João Ubaldo. À GloboNews, Veríssimo disse: "talvez o mais brasileiro dos nossos escritores. Foi herdeiro do Jorge Amado, da baianice".
4 - Ele era irônico e engraçado como poucos
"Jogar ovos, tomates e tortas na cara de autoridades e pomposos variados é comportamento relativamente comum nas democracias mais consolidadas, com exceção da americana, onde o pessoal prefere dar tiro mesmo."
"Descrevo a masturbação feminina em alguns dos meus livros. Mas não sou eu ali masturbando todas elas. Só tem um dedo meu."
"Recebo praticamente um convite por dia para participar de festas literárias. A última que recebi foi de uma cidadezinha perto da minha terra, Itaparica, no interior da Bahia. Não tenho nada contra essas festas, tenho contra minha participação nelas."
"Se alguém chegasse para mim e dissesse que eu não poderia escrever mais, seria insuportável. Agora, já que ninguém me proíbe, não ando com muita pressa. Nem penso nisso."
5- Ele entendia os brasileiros
Assim como Jorge Amado, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, João Ubaldo Ribeiro buscou reinterpretar o Brasil por meio de suas obras. Viva o povo brasileiro, que é considerado um dos mais importantes romances da literatura nacional, volta às origens do Recôncavo Baiano para recriar quase quatro séculos da história do país por meio de múltiplos personagens. Em entrevista ao jornal O Globo, Marcos Vinicios Vilaça, ex-presidente da ABL, ressaltou o conhecimento da realidade do país por parte do escritor: "O João era um artista singular na vida cultural brasileira. Um valorizador da circunstância brasileira. Ele extraía do cenário brasileiro uma história com qualidade narrativa extraordinária. E não se pode pedir nada mais de um grande escritor."
6- Ele transformou em livro o testemunho "caliente" de uma senhora
De acordo com João Ubaldo, A casa dos budas ditosos trata-se de uma história real. A tal de Valentina teria enviado um pacote com a transcrição de várias fitas contando suas peripécias sexuais ao longo da vida, com o intuito de ter sua história contada em um livro. Se é verdade ou apenas uma brincadeira do autor? Perto da riqueza narrativa do livro, isso pouco importa.
7- Ele também era querido pelos gringos
Fora do Brasil, João Ubaldo recebeu prêmios na Alemanha e Suíça (Anna Seghers e Die Blaue Brillenschlang, respectivamente). Além disso, seus livros foram traduzidos em 12 línguas, como o inglês, espanhol, finlandês, francês, hebraico e italiano.

Nathália Bottino, no Brasil Post

sábado, 21 de junho de 2014

6 sites para baixar livros gratuitamente e de forma legal‏

Quer ler mais sem "sentir dor no bolso"? Separamos sites incríveis que disponibilizam obras para download gratuito. Baixe e-books de forma legal, economize e viaje para lugares incríveis na frente do computador (ou do tablet, ou do reader):

1. Open Library - o site (que quer catalogar todos os livros do mundo) possui mais de um milhão de obras para download gratuito, em diversas línguas. Entre os livros em português, encontramos contos e romances de Monteiro Lobato, José de Alencar e Machado de Assis, por exemplo. Se você sabe ler em inglês, as opções são inúmeras.

2. Portal Domínio Público - lista obras em diversas línguas (incluindo 2 mil livros em português) que já estão em domínio público. É possível ler "A Divina Comédia", de Dante, por exemplo.

3. Projeto Gutemberg - mais de 100 mil livros em diversas línguas. Podem ser baixados em vários formatos.

4. eBooks Brasil - o site tem uma cara antiga e navegação pouco intuitiva, mas seu acervo funciona perfeitamente. Basta navegar pelo formato desejado de eBook pelos links logo abaixo da logomarca e buscar o que você deseja ler.

5. Obras raras da USP - o site reúne imagens de edições incríveis. O acervo ainda é pequeno (não mais que 30 livros) - mas só a chance de explorar essa edição impressionante de Dom Quixote vale a visita.

6. Wikisource - a "biblioteca" da Wikipedia reúne livros que estão sob domínio público ou sob a licença "Creative Commons".  Na versão lusófona, temos mais de 27 mil textos disponíveis, divididos em categorias como períodos literários, países de origem e anos em que foram escritos.





Luciana Galastri, na revista Galileu

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Facebook para escritores

Usar bem as redes sociais pode ajudar a conquistar leitores e incentivar a leitura



A edição desta semana de Época traz uma longa reportagem sobre como usar as redes sociais para se dar bem no trabalho. Profissionais de todas as áreas compartilharam suas dicas. Em meio a professores, programadores e advogados, fãs de literaturas devem ter reparado num rosto conhecido: o escritor carioca Raphael Montes, de 23 anos.
Quem é Raphael Montes? Quando ele lançou seu primeiro romance, em 2010, poucos sabiam a resposta para essa pergunta. Hoje, milhares de leitores conhecem seus romances policiais. Suas editoras (Benvirá, no primeiro livro, e Companhia das Letras, no segundo) ajudaram na divulgação de seus livros, mas a maior parte do trabalho foi feito pelo próprio autor. Mais de 6 mil pessoas acompanham seu perfil no Facebook. Ele usa a rede para conversar com leitores, divulgar seus livros e compartilhar alguns momentos do seu dia a dia. "Esse contato direto é importante, pois cria a sensação de que todos estão juntos no projeto", disse ele a Época.
Já escrevi aqui outras vezes sobre a importância da participação dos escritores na divulgação de seus livros. Há quem torça o nariz. Bobagem. A figura do autor recluso está cada vez mais fora de moda. No exterior, isso já é uma realidade. No Brasil, aos poucos, os escritores começam a descobrir as vantagens de interagir com seus leitores.
O caminho trilhado por Raphael Montes já era conhecido por autores de outros gêneros. Na fantasia, toda uma geração encabeçada por Eduardo Spohr, Raphael Draccon e Carolina Munhóz ganhou força graças ao uso da internet como plataforma de divulgação. Autoras infanto-juvenis, como Thalita Rebouças e Paula Pimenta, também sabem aproveitar as redes sociais para manter o contato com seus fãs e incentivar a leitura. Um dos primeiros a descobrir o poder da internet foi Paulo Coelho, que atinge milhões de leitores no Twitter e no Facebook com seus textos. O contato direto com o público é tão eficiente que ele decidiu reduzir o número de entrevistas concedidas à imprensa, preferindo usar seus perfis para divulgar suas opiniões.
O esforço de divulgação, evidentemente, não valeria nada se os livros fossem ruins. Não é o caso de Raphael Montes. Suicidas, seu primeiro livro, é um romance policial clássico, sangrento, do tipo que faz o leitor perder o sono. Foi finalista do prêmio Benvirá e do prêmio São Paulo de Literatura. Seu novo romance, Dias perfeitos, é uma perturbadora mistura de suspense e história de amor. Deve repetir o sucesso do primeiro. Mesmo com o sucesso e os agrados da crítica, o autor mantém a estratégia que adotou quando era iniciante: responder a todas as mensagens de leitores, uma a uma, e nunca deixar de reservar um tempo para divulgar seu trabalho na internet. É uma boa lição para quem acredita que o trabalho do autor deveria se resumir a escrever, e que a divulgação deveria ficar a cargo das editoras. O contato direto com o autor é um grande atrativo, sobretudo para adolescentes que cresceram usando as redes sociais. Quanto mais autores se dedicarem a divulgar seus livros, mais jovens se interessarão pela literatura. Incentivar a leitura não é só um dever das escolas. Os escritores também deveriam ajudar.
Vez ou outra, alguns escritores iniciantes me mandam mensagens pedindo dicas para conquistar mais leitores. Minha resposta costuma ser a sempre a mesma: siga o Raphael Montes e tente imitar o que ele faz. O próprio Raphael tornou isso mais fácil. Seu novo projeto é uma série de vídeos com dicas para escritores de primeira viagem. Torço para que dê certo. As livrarias - e a timeline - precisam de mais autores como ele.

Danilo Venticinque na Época

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Leia para sair da bolha

Às vezes é preciso resistir à vontade de só ler o que nos agrada

Nossos dias estão lotados de distrações. Leitores pouco cautelosos correm o risco de ceder à tentação de tentar acompanhar, em tempo real, todas as polêmicas do dia na internet. Acabam lendo muito, mas aprendendo pouco. Em tempos de excesso de informação, quem não tem um plano para organizar suas leituras será inevitavelmente soterrado por elas.
É preciso tomar cuidado, porém, para não cair em outra armadilha: a de evitar todos os textos que não nos agradam. Em excesso, a disciplina na leitura corre o risco de virar alienação.
Esse mal acomete fãs de livros com muita frequência. Por mais que se orgulhem de ler "de tudo - até bula de remédio", na prática há muitos leitores que resistem a mudar seus hábitos. Conheço muitos leitores de não-ficção que não têm paciência para a ficção, e vice-versa. Alguns só leem alta literatura e torcem o nariz para osbest-sellers sem piedade. Outros se prendem a um gênero, como a literatura fantástica ou policial, e jamais dão uma chance a outros temas. Há até quem só dê atenção para os clássicos e acham absurda a ideia de perder tempo com a literatura contemporânea.
Para leituras na internet, fugir da monotonia é ainda mais difícil. As redes sociais e sites de busca são feitos para mostrar aquilo que queremos ler. Quanto mais demonstramos atenção por um autor ou um assunto, maior a chance de depararmos com eles no futuro. Textos que ignoramos ou rejeitamos aparecem com menos frequência. No Facebook, muitas vezes aceleramos o processo ao "limpar" a timeline e remover  pessoas ou páginas com quem discordamos em assuntos polêmicos. Em seu livro O filtro invisível, o americano Eli Pariser faz um alerta contra esse hábito. O risco é ficar preso numa bolha em que nada ataca nossas convicções e não descobrimos nada novo.
Não há mal nenhum em não saber tudo sobre o último escândalo político, participar de todos os bate-bocas no Facebook ou acompanhar em tempo real o cotidiano das celebridades. Os livros que mais gostamos de ler são prioridade. A leitura, antes de tudo, deve ser um prazer. Mas, por menor que seja a vontade de ler textos idiotas, clicar em notícias que não nos interessam ou comprar um livro muito diferente do que costumamos ler, vez ou outra é importante se aventurar em territórios desconhecidos. Quando sentir que suas leituras estão se tornando monótonas, tente dar uma chance a um texto que você jamais leria.
O exercício exige paciência. Quem só está acostumado a ler clássicos, por exemplo, pode levar algum tempo para se acostumar com um best-seller contemporâneo. Por mais que o impulso inicial seja largar o livro, resista. Tente se acostumar com o desconhecido. Talvez você se surpreenda e descubra novas paixões. A leitura serve para nos tirar da bolha. Quem não desafia a própria ignorância é incapaz de aprender.

Danilo Venticinque, na Época