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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Você conhecem a folha de endro?

Eu postei uma receitinha bem básica de salada no meu outro blog de culinária AQUI
Recebi alguns e-mail perguntando sobre a folha resolvi fazer uma postagem aqui ,espero que esclareça as dúvidas de vocês.
Bjinss!


Especiaria com folhas de aroma e sabor delicado e fresco e com sementes aromáticas fortes e picantes. Denominada "erva-de-deus" pelos armênios, o endro, ou aneto, tem origem asiática e foi introduzido na Europa durante a Antigüidade. É uma das ervas mais antigas e mais conhecidas do Ocidente.

Utilizado há milhares de anos, as primeiras alusões desta planta foram feitas por egípcios, que a empregavam como planta medicinal. Em escavações em sítios arqueológicos romanos foram encontradas muitas sementes de endro, e os próprios gladiadores usavam muito desta semente em sua alimentação, pois, para os romanos, simbolizava a vitalidade e  acreditavam que ela podia aumentar a força física. Era utilizada pelos gregos como erva medicinal, pois possui poderes digestivos e calmantes.

Também foi usada na Idade Média para enfrentar as bruxarias. Os hebreus costumavam pagar o dízimo, sua obrigação religiosa, com o endro; os armênios também usavam com muita freqüência para condimentar seus pratos, sendo característico de sua culinária.

 








Características da Planta

Planta herbácea de caule fino e oco, pertencente à família Umbeliferae, a mesma da erva-doce (Foeniculum vulgare Miller) com a qual muito se parece e, muitas vezes, é confundido. Entretanto, a semelhança se limita à aparência; além de sabores distintos, o endro é um arbusto de porte mais baixo e de ciclo anual ao contrário da erva-doce que vive mais de dez anos produzindo bem.

Sua altura varia de 20 cm até a 1 metro, dependendo da fertilidade do terreno. Suas folhas têm coloração esverdeada e suas  flores são amarelas. Os frutos são pequenos, do tipo denominado diaquênio¹, com sementes marrons quando maduras.

O endro é encontrado vegetando espontaneamente em várias regiões de clima temperado como o Sul da Europa, o Norte da África e Ásia.  Atualmente o endro é cultivado em escala comercial em alguns países europeus como Alemanha e Romênia, e, também, no Paquistão, Índia, Japão e Estados Unidos.

O clima ideal para o cultivo do endro é o do tipo mediterrâneo, entretanto é considerada uma planta resistente que tolera e prospera até em certos climas frios desde que o terreno seja voltado para o norte e o solo seja bem drenado. Prefere os solos argilo - arenosos. O solo deve ser fértil e bem permeável, pois o endro não tolera umidade excessiva em torno de suas raízes. Por outro lado, necessita de muita irrigação e se faltar água pode levar a perda de quase toda a produção. O período de amadurecimento das sementes também é um momento bastante crítico, pois uma chuva ou vento mais forte pode derrubar todas as sementes. O terreno deve receber bastante luz.

Sua propagação se dá por sementes podendo ser semeado no local definitivo ou de preferência em sementeiras, para o obtenção prévia de mudas a serem transplantadas para o local definitivo. O endro pode ser semeado no outono ou na primavera.

Época de plantação: entre fevereiro e março. Caso o objetivo do cultivo seja a produção de semente, o plantio não pode ir além do final de abril.

Distância de plantação: em fileiras, a 25 centímetros de distância uma da outras, pressionando as sementes contra o solo, com uma tábua.

Germinação: aos 14 ou 21 dias. Tem um crescimento rápido.

A colheita deve ser da mesma forma que outras plantas aromáticas da família Umbelífera. Colhem-se as umbelas (inflorescências) que começaram a amadurecer, e leva-se para a secagem. Se passar da hora, ou seja, se esperar todas as sementes ficarem secas, além de perder aroma pela volatilização dos óleos, no momento de se cortar o ramo que prende a umbela na planta as sementes irão se desprender e cair ao chão.

Para plantar em casa

O endro gosta de muito sol, mas precisa ficar protegido do vento. Seu cultivo é fácil, a partir de sementes, que devem ser plantadas a 0,5 cm de profundidade. Quando as mudinhas atingirem uns 5 cm, arranque as que estão muito próximas, deixando pelo menos 20 cm de espaço entre cada uma. As plantinhas removidas podem ser plantadas em outro vaso.
 
É bastante susceptível ao ataque de pulgões. Para evitar a multiplicação desses insetos, retire e destrua as partes da erva atacada. Não plante o dill próximo ao funcho (erva-doce), pois as duas espécies se cruzam, dando origem a plantas sem uso específico. Deixe-o sempre em lugares iluminados.
 
Partes UsadasFlores, folhas e sementes.

Utilização

A parte mais valorizada são as sementes, que produzem um óleo de excelente qualidade, de odor agradável e característico. Já as folhas, às vezes, são utilizadas para a extração de óleo, mas este é de qualidade inferior, e não tão agradável assim. Como condimento a preferência também é pelas sementes, mas alguns pratos utilizam o aneto fresco como decoração. Para fins medicinais pode-se utilizar a planta toda.

O princípio ativo mais valorizado são os óleos essenciais, lembrando que óleo essencial é uma mistura de dezenas de substâncias químicas. Também encontra-se a presença de substâncias nitrogenadas, resinas, muscilagens e taninos, que são substâncias comuns em quase todos os vegetais

 












Uso na culinária

Na cozinha, o endro é apreciado tanto pelas suas sementes como pelas suas folhas e cada uma delas tem o seu próprio e distinto sabor. As sementes possuem um odor agradável e forte, fresco e picante. O sabor é quente. As folhas são anisadas sem o sabor queimado das sementes. As folhas secas perdem um pouco o aroma.
 
Devido ao aroma e sabor delicado de suas folhas, é indicado para comidas pouco temperadas. Pode ser usado em dietas com exclusão do sal como seu substituto pois é muito rico em sais minerais.

As folhinhas frescas são ótimas para condimentar queijos, ricota, molho branco, carnes grelhadas, peixes como o salmão e o arenque, saladas, ovos, cremes tipo maionese ou manteiga ou patês, arroz ou massa e sopas, Seu aroma e sabor são melhor aproveitados, quando esta erva é acrescentada ao final do cozimento.

As sementes usam-se em pickles, conservas, vinagres aromáticos, bolos, pães, carnes e legumes cozidos, principalmente repolho, beterraba e couve-flor. Também faz parte dos ingredientes do molho curry.

Pouco conhecido no Brasil, o endro é chamado de dill nos países de língua inglesa, e é um condimento essencial na culinária do Norte da Europa, principalmente na Noruega e Suécia. Nestes países, o endro está como o orégano para o italiano. Difícil imaginar um salmão sem ele, tanto as folhas frescas quanto as sementes secas.

Forma de venda: Folhas frescas e secas e sementes.

Como escolher e onde encontrar
Fresco:
 maços e vasinhos de endro fresco são encontrados em feiras, mercados e supermercados. Escolha os ramos com as folhas mais viçosas e que não estejam manchadas nem murchas.
Seco e Sementes: encontrado em supermercados e empórios. Verifique o prazo de validade.

Como Conservar
Fresco - lave suas folhas e seque-as cuidadosamente com toalha de papel, depois guarde-as na geladeira, por alguns dias em recipiente fechado ou sacos plásticos próprios para alimentos.
Seco e Sementes - Conserve-o em vidro fechado ( de preferência escuro), em local protegido da umidade e luminosidade.

Uso GeralAlém de ser apreciado como condimento, o endro também é usado na perfumaria, para aromatizar sabonetes e, na cosmética, tem a propriedade de clarear a pele, fortalecer as unhas e perfumar o hálito. Saches com a flor, colocados em armários ou gavetas, espanta as traças.

Uso Medicinal
Diurético, combate cólicas e a hiperacidez gástrica. Age, também, contra a insônia. É um dos principais remédios naturais contra a flatulência. Nas inflamações do olho, recomendam-se compressas do chá das sementes.

Aplicações
Pode ser usado para as cólicas intestinais dos recém-nascidos nas más digestões, gases, hiper-acidez, espasmos e soluços. Descrita para aumentar o leite de parturientes, nas cólicas menstruais, e ainda na limpeza de feridas, queimaduras, úlceras dérmicas e resfriados.

Contra-indicações/cuidados: contra-indicado o uso interno ou externo de óleo essencial durante a gravidez, lactância, em crianças e em doenças neurológicas. Pode dar fotodermatite e, em doses elevadas, é convulsivo.

Receitas Medicinais Caseiras:

Soluço - Decocção de 5’ de uma colher de café de sementes em 250 ml de água e tomar com sumo de limão.
Lactação e gases - Decocção de 2 colheres de café de sementes em 250ml e ir tomando uma xícara antes da amamentação.
Resfriado - Ferver durante 5’ ¼  de vinho com 1 colher de café de sementes de endro com um pau de canela e uma colher de café de eucalipto. Deixar abafar mais 5’ e tomar.
Inflamações oculares - Fazer compressas mornas com a infusão das sementes, na proporção de 5-10 gr para um litro de água.
Parasitas do couro cabeludo - usar uma infusão das flores.
Furúnculos - Ferver 10 gr de sementes em azeite e aplicar ainda quente, para amadurecer e aliviar a dor dos furúnculos.

Uso mágico: O endro era considerado uma erva com poderes mágicos, que agia principalmente nas questões amorosas.

Curiosidades:
  • O uso do endro já era mencionado na Bíblia, para pagamento de impostos, pois tinha alto valor comercial para os romanos.
  • Sua maior tradição, tanto culinária quanto medicinal, é cultivada na Índia.

 


Nome científico: Anethum graveolens
Família: Apiacées
Nome popular: endro

Outros nomes: aneto, dill,  açafrão-aneto, endrão, anega, funcho bastardo, camomila-européia
Outros idiomas: dill (alemão, inglês, norueguês, sueco); shibit (árabe); samit (armeno); kopr (checo); shih lo (chinês); sjamar (egípcio); eneldo, aneto, ezamillo e hinojo hediondo (espanhol); aneto (esperanto, italiano); aneth odorant e fenouil bâtard (francês); shamir (hebraico); dille (holandês); kapor (húngaro); koper (polonês); mãrar (romeno); ukrop (russo); pak chee lao (tailandês); dereotu (turco); sowa, soya e suva (hindú)




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os benefícios dos chás!!!

Entre os séculos XVIII e XIX, o chá esteve em volta de uma enorme polémica: havia uma crescente preocupação de que o consumo excessivo de chá pelas classes trabalhadoras acabaria por tornar essas pessoas melancólicas e sem força para trabalhar! Escusado será dizer que essa preocupação não atingia as classes altas que, nessa época, não precisavam de laborar! A partir de meados do século XIX, e com a ajuda do Movimento de Temperança, que pretendia diminuir o consumo de álcool, o chá passou a ser um substituto do mesmo. Hoje, é a bebida mais consumida no mundo, logo depois da água, e os seus benefícios para a saúde são mais que muitos!
Saboroso e com poucas calorias, disponível em dezenas de sabores e recheado de antioxidantes, já estas quatro características são mais que suficientes para se entregar à “chá-mania”! Mas há mais… ao longo dos últimos anos, os estudos em torno desta bebida secular têm-se multiplicado e os benefícios para a saúde também!

Principais benefícios

Graças aos seus poderosos antioxidantes – os polifenois – o chá traz inúmeras vantagens para a saúde física e mental:
  • melhora os níveis de concentração
  • aumenta os níveis de energia
  • é um estimulante do bem-estar geral
  • pode ser utilizado como prevenção e tratamento de aterosclerose (a formação de placas nocivas nas paredes das artérias e que pode levar à sua obstrução completa)
  • é óptimo na prevenção da diabetes
  • diminui o risco de doenças cardiovasculares
  • previne contra o cancro (inibe o desenvolvimento de células cancerígenas, impede o fornecimento de sangue ao tumor e incentiva a autodestruição das próprias células cancerígenas)
  • contribui para a diminuindo dos níveis de “colesterol mau” (LDL – lipoproteína de baixa densidade)
  • melhora o metabolismo lípido
  • tem um efeito anti-bacteriano significativo
  • purifica o organismo, eliminando toxinas
  • combate a retenção de líquidos   

Verde, branco ou preto?

Todos os chás derivam da mesma planta – a Camellia sinensis – mas diferem consoante o processo de oxidação a que são sujeitos e que modifica a cor das suas folhas, o seu aroma, sabor e quantidade de polifenois presentes. O chá preto é o mais processado e, embora mantenha muitas qualidades benéficas para a saúde, tem menos poderes antioxidantes do que o chá verde – composto pelas folhas não oxidadas da planta do chá. O chá branco, por sua vez, é o menos processado e contém mais antioxidantes do que o chá verde, no entanto, tem um sabor quase inexistente e é bastante mais caro do que os outros. O melhor é mesmo experimentá-los todos!
Com mil e um sabores para provar, são vários os chás que apresentam soluções deliciosamente saudáveis para problemas específicos. 


  • Camomila: os seus efeitos tranquilizantes no sistema nervoso são muito conhecidos, bem como o poder calmante que tem sobre problemas de estômago.
  • Cidreira: indicado para combater cólicas e gases, é ainda um calmante natural para estados de nervosismo e de insónia. 
  • Dente-de-leão: desintoxica o fígado, estimulando o seu funcionamento saudável.
  • Gengibre: para além de acalmar o sistema digestivo, é um excelente energizante natural.
  • Hortelã/Menta: relaxa os intestinos, incentivando o seu funcionamento pleno e regular, sendo ainda aconselhado para perturbações de estômago.
  • Maça: antidiarreico e o auxiliar perfeito para uma boa digestão, tem ainda propriedades sedativas.
  • Valeriana: auxilia nas perturbações do sono, sendo um substituto natural dos vulgares comprimidos para dormir.

  • Esqueça o chá engarrafado, preferindo sempre o chá fresco, fervido na hora com recurso às práticas saquetas ou então com ervas e folhas soltas, deixando-as “marinar” durante 3 a 5 minutos, para poder retirar e aproveitar ao máximo os seus compostos mais benéficos. Se está a tentar emagrecer, troque o açúcar por mel, algumas rodelas de limão, um pau de canela ou beba-o simples! Evite ainda adicionar leite – para além de cortar nas calorias, continua a assegurar os benefícios cardiovasculares do chá, eliminados quando se junta leite ao chá. Agora você tem motivos de sobra para aprender a tomar chá,lembre-se sempre com moderação,nada de exageros.


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