quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Autora escreve carta de despedida a Jogos Vorazes

                          Escritora da trilogia que deu origem aos filmes disse estar emocionada com o fim da saga

Com o lançamento do capítulo final da saga “Jogos Vorazes”, a escritora da trilogia que deu origem ao mundo futurístico de Panem, Suzanne Collins, escreveu uma carta passional de despedida aos personagens envolvidos na trama. No relato, a autora se mostra encantada por ter tido a oportunidade de ver seu trabalho ganhar vida e invadir as telas do cinema, de maneira “ao mesmo tempo fiel aos livros e inovadora em seu próprio passo”.
“Tendo passado a última década em Panem, é hora de mudar para outras terras. Mas, antes, eu gostaria de agradecer imensamente todos os envolvidos com a franquia do filme””, escreveu Suzanne. Ela aproveitou a oportunidade para enfatizar o trabalho dos diretores Gary Ross (Jogos Vorazes) e Francis Lawrence (Em Chamas e A Esperança partes 1 e 2). “Obrigada por compartilhar suas canetas, cérebros e riqueza de experiência enquanto transformamos três livros em quatro longas. Um roteiro é um animal muito diferente do que um romance, e foi um prazer e uma educação trabalhar com vocês e vê-lo tecer sua magia”.
Um dos momentos de destaque diz respeito à atuação de Jeniffer Lawrence, que interpreta a personagem principal na saga. “Não há Jogos Vorazes sem Katniss. Eu sonhava com alguém bom o suficiente e ganhei alguém que excedeu todas as minhas expectativas, Jennifer Lawrence, sua profundidade emocional, presença luminosa e puro poder conduziram a história e eu sempre serei grata a você por abrir a porta e permitir que ela entrasse em sua vida”, diz um trecho.
A escritora do fenômeno juvenil ainda diz que não substituiria nenhuma pessoa do elenco caso tivesse a oportunidade, porque não há elos fracos no grupo. “Eu ainda não consigo acreditar que você embarcaram nessa jornada. Você me deixaram surpreendida com a capacidade de trazer à tona a humanidade desses personagens debaixo de perucas extravagantes. Obrigada por se voluntariarem para os Jogos e habilitar esses personagens com textura tal, cor, humor e dor”
Suzanne também escreve aos leitores e espectadores, agradecendo pelo apoio, e expressa que os livros, assim como os filmes, tiveram um grande significado pessoal. "Para mim, a trilogia dos Jogos Vorazes é parte de um objetivo maior de introduzir as ideias da teoria de guerra justa para o público jovem”. A última frase repete o bordão imortalizado por Effie Trinket durante as Colheitas para os Jogos: “E que a sorte esteja sempre a seu favor.”


Publicado no Correio do Povo

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Para você que pretende se tornar um empreendedor aqui vai a dica!

Pensando em abrir um negócio próprio, mas ainda sem ideia? Confira as leituras que podem te ajudar

Fonte: Shutterstock


Cada vez mais profissionais têm pensado na ideia de se transformar em um empreendedor. Afinal, investir em um negócio próprio pode ser algo bastante lucrativo e interessante. Contudo, o principal desafio para abrir uma empresa é planejar o primeiro passo, ou seja, começar a ter uma ideia para o seu empreendimento.
Sabendo disso, separamos 4 livros para construir uma carreira de empreendedor . Confira quais são eles fique mais perto do seu sonho de ter uma empresa própria!
1 - 4-Hour Workeek, de Tim Ferris
Inserido na lista de best-sellers do The New York Times, o livro foi publicado em mais de 30 idiomas e traz boas dicas para viver mais e trabalhar menos.
2 - Zero to One, de Peter Thiel
Escrito pelo empreendedor e investidor Peter Thiel, o livro trata de como os profissionais podem usar a criatividade para explorar e criar novas coisas.
3 - The Lean Startup, de Eric Ries
O livro fez parte da lista de bestsellers do The New York Times e aborda a metodologia do Lean Startup, que consiste em uma forma de testar a visão no empreendedor, para adaptar suas ideias da melhor forma.
4 - Inbound Marketing, de Brian Halligan e Dharmesh Shah
Para quem deseja se interar sobre o marketing online, o livro explica como uma empresa pode aumentar a sua visibilidade na internet, considerando o comportamento dos consumidores.
Publicado no Universia Brasil

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mais nova parceira!

Olá pessoal vim mostrar e divulgar o blog da minha mais nova parceira!




Natália Paladino, 18 anos e por incrível que pareça, consegui sobreviver ao colegial. Fico brava facilmente mas meu riso é ainda mais fácil. Blogueira por paixão. Livros são, não apenas uma forma de lazer, mas também uma compulsão que não fico um dia sequer sem. Principalmente os meus, são como filhos. Não empresto, não dou de presente, e pra falar a verdade morro de ciúmes. Quer me deixar feliz? Me dê livros de presente, não há coisa melhor! O mundo seria bem diferente do que é se todos lessem. Como diria Mário Quintana: "Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas."

Obrigada querida pela confiança seu carinho e atenção!
Bjinss!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A importância de ler para o bebê desde a barriga


Quando realizada em um ambiente tranquilo, a leitura induz o desenvolvimento de partes importante do cérebro do bebê (Foto: Shutterstock)
Além de divertir e ampliar horizontes, a leitura estimula o desenvolvimento e o raciocínio. Se você quer incentivar seu filho a ter esse hábito, a dica é começar o mais cedo possível, quando ele ainda estiver na barriga. Já nesse momento, ele é capaz de captar as vibrações emitidas. “Estudos mostram que, mesmo antes de o feto nascer, ele já consegue identificar a emoção das palavras”, afirma a fonoaudióloga Sueli Yoko Nakano, do Hospital Sepaco (SP). Além disso, contatos sonoros dos pais com a criança, em tom harmonioso, como conversar, cantar e ler historinhas, ajudam a estabelecer um laço entre o bebê, a família e o ambiente externo.
Depois do nascimento, é importante dar prosseguimento à atividade, pois apesar de a criança ainda não compreender o significado das palavras, elas servem como estímulo para o desenvolvimento. “Na fase inicial, não importa o tipo de conteúdo”, explica Sueli. Segundo ela, pode-se recorrer à própria leitura do cotidiano, como jornais e revistas, desde que seja empregado um tom de voz cadenciado e melodioso.
Após o quarto mês de vida, a leitura pode ser associada a estímulos visuais, como figuras coloridas. Nessa fase, que dura até cerca de 2 anos de idade, quando a criança começa a falar, é recomendado dar aos pequenos livros de pano ou de plástico, que podem ir à boca sem problema. O ideal é que eles tenham diferentes texturas, cores e até cheiros, que são um ótimo estímulo às funções sensoriais.
Quando realizada em um ambiente tranquilo, a leitura induz o desenvolvimento de partes importante do cérebro do bebê e o acalma ao reconhecer o timbre e a cadência da voz. Em junho deste ano, uma pesquisa apresentada no encontro anual da Pediatric Academic Societies (PAS) mostrou que o estímulo precoce muda a maneira como o cérebro processa as histórias, aumentando as chances de formar um leitor ávido. O estudo contou com a participação de 19 crianças em idade pré-escolar, de 3 a 5 anos, sendo que 37% delas vieram de famílias de baixa renda.
Os resultados mostraram que, quanto mais consistente era a exposição à leitura em casa, mais áreas cerebrais que suportam o processo semântico (isto é, de atribuição de significado a frases e palavras) foram ativadas pela narrativa.
A pesquisa concluiu ainda que a ação tem forte influência no desenvolvimento das áreas cerebrais ligadas à elaboração de imagens mentais, que permitem à criança enxergar a história dentro de sua própria cabeça. Quanto maior essa capacidade, maior costuma ser o prazer ao ler. Ou seja, se você pretende fazer da leitura um hábito na sua família, comece agora mesmo!

Juliana Malacarne, na Revista Crescer

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Enem 2015: como aumentar a capacidade cerebral na reta final de preparação

Confira algumas dicas para aumentar o seu desempenho mental e se preparar da melhor forma para a prova.



Com a data do Enem 2015 se aproximando, é comum que muitos candidatos se sintam nervosos no momento da revisão final para as provas. Muitas vezes, essa sensação é provocada pelo medo de esquecer os conteúdos importantes no momento do exame, diminuindo a performance durante a avaliação. Por essa razão, é importante criar uma rotina organizada, incluindo nela hábitos saudáveis, ao mesmo tempo equilibrando estudos com as atividades de lazer.
Pensando nisso, separamos 4 atitudes para aumentar o desempenho cerebral antes do Enem, contribuindo para manter uma mente tranquila antes do exame. Confira abaixo:
1 - Beba água
É importante ter o hábito de manter o corpo hidratado, bebendo água constantemente. Por mais simples que pareça essa prática, alguns estudos afirmam que ela pode melhorar a capacidade de concentração e o desempenho mental, fazendo bem para o cérebro. Uma boa dica é ter sempre uma garrafa disponível, seja na escola, no trabalho ou na rua, procurando beber em torno de 2 litros por dia.
2 - Procure não forçar o cérebro
Certamente, você não terá o mesmo nível de produtividade durante todo o dia, pois ela costuma variar. Existem certos períodos em que você se sente mais cansado, com um rendimento menor. É importante não forçar o cérebro nesses momentos. Por exemplo, se você sente que é menos produtivo na parte da manhã, não é interessante revisar conteúdos com os quais a dificuldade é maior ou fazer leituras muito extensas. Ao invés disso, procure por atividades mais leves e curtas, como ler resumos da matéria que tem maior facilidade, por exemplo.
3 - Use a internet ao seu favor
A internet também costuma disponibilizar conteúdos muito interessantes sobre educação. Existem muitos sites que oferecem cursos online gratuitos, podcasts, livros em áudio e TED Talks, por exemplo. É interessante procurar usá-los, já que é possível encontrar neles conteúdos e dicas importantes para o Enem, além daquelas vistas em sala de aula ou no cursinho. Por isso, a rede virtual pode ser usada como um complemento para os estudos.
4 - Durma bem
Manter o sono regular é fundamental para ter um bom desempenho nas provas do Enem, já que interfere bastante na capacidade de concentração e memorização. Por isso, é importante dormir cerca de oito horas por dia, para que o corpo possa descansar o suficiente, permitindo que o seu estudo renda mais no dia seguinte. Além disso, também é interessante, se possível, separar um momento durante a tarde para tirar uma soneca. Isso porque, assim que acordar, você pode se sentir mais produtivo para dar continuidade nas suas revisões. Também é importante evitar permanecer conectado à internet na hora de dormir. Ao invés de mexer no celular, prefira atividades que acalmem os seus níveis de ansiedade, como ler um livro que gosta, por exemplo.


Publicado no Universia Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Autobiografia com lançamento para outubro do ano que vem promete sucesso!

Phil Collins vai lançar autobiografia em outubro de 2016

Phil Collins está planejando para o ano que vem o lançamento de uma autobiografia, a primeira em mais de 40 anos de carreira. “Várias vezes, ao longo dos últimos anos, me pediram para escrever uma biografia, mas achei que agora pode ser o momento certo”, comentou o ex-baterista do Genesis. “Tenho encontrado o editor-chefe da Penguin Random House e sinto-me pronto para escrever sobre minha vida na música, com todos os altos e baixos e todas as histórias, sob meu ponto de vista.” A Penguin é a mesma editora que publicou os livros de Morrissey – inclusive seu primeiro romance, List Of The Lost, recentemente massacrado pela crítica.
“É uma das coisas que somos loucos para ler”, comentou o editor Ben Dunn sobre a biografia de Collins. “O material prévio é simplesmente de tirar o fôlego.” Ainda sem nome, o livro deve ser lançado em outubro do ano que vem, em versão capa dura e também e-book.
As fãs de todo país vai poder saber mais sobre o seu ídolo e quem sabe algo que nunca foi revelado!




Publicado no Clic RBS

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Já aconteceu com você de ter que deixar um livro pra traz? !!!

Os livros que muito poucos conseguem terminar


Olá meus queridos,estive um pouco sumida por conta de minha filha que ganhou neném tive que dar apoio em tudo já sabe como é ,ainda cuidar de minha mãe ,duas casas praticamente .Ainda bem que graças a Deus tem mim dado saúde para aguentar o pique,mas apesar de tudo estou  de volta,até minhas leituras ficaram estacionadas,inclusive um livro que já tem meses que não consigo terminar de ler,além da falta de tempo,ta meio amarrado eu não quero abandonar vou terminar  se Deus quiser !!!
Pensando nisso eu resolvi com partilhar essa matéria com vocês.




No último festival literário de Cheltenham, o romancista britânico Nick Hornby encorajava as pessoas a queimar em uma fogueira os livros complicados. A não insistir nesse romance que se instala na mesinha de cabeceira como um parasita porque seu leitor é incapaz de lê-lo, mas não quer admitir sua derrota. “Cada vez que continuamos lendo sem vontade reforçamos a ideia de que ler é uma obrigação e ver televisão é um prazer”, afirmava, em um elogio da leitura como atividade hedonista.
Depois que Hornby expressou essa posição, muitos fóruns discutiram quais títulos são os mais indigestos, em mais uma versão do eterno debate sobre se as pessoas leem obras complicadas para poder dizer que as leram, não pelo prazer de lê-las. Alguns levam essa ideia longe demais. O romancista britânico Kingsley Amis disse em seus anos de maturidade que a partir de então, com pouco tempo de vida pela frente, só leria “romances que começam com a frase: ‘Escutou-se um disparo’”. Talvez o pai de Martin Amis tenha exagerado (as memórias de seu filho, nas quais tanto o ataca, têm quase 500 páginas), mas são muitos os que opinam que “a vida é muito curta para ler livros muito compridos”. Eis aqui uma lista de volumes que carregam o estigma (frequentemente injusto) de ser impossível terminar de ler.
1.- O Arco-Íris da Gravidade, de Thomas Pynchon
No episódio A Pequena Garota no “Big Ten”, da 13ª temporada de Os Simpsons, a pequena Lisa quer se fazer passar por estudante universitária. Em uma cena, bisbilhota o armário de uma estudante e descobre este grande romance. A conversa das duas é a seguinte: “Você está lendo O Arco-Íris da Gravidade?”, pergunta-lhe a pequena Simpson. “Bom, estou relendo”, responde a estudante. A brincadeira, e o fato de que apareça nessa série, resume até que ponto esse e outros romances do autor mais misterioso da literatura americana alcançaram o status de literatura ilegível. Não para todos, claro. É famoso o caso do professor George Lavine, que cancelou suas aulas para se recolher durante três longos meses de 1973 com o único objetivo de devorá-lo. Quando saiu de sua reclusão, afirmou que Pynchon era o melhor que havia acontecido para as letras americanas do século XX.
2.- Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski
Não adianta muito que se possa ler como um thriller psicológico e torturado que não se resolve até o último parágrafo. Talvez por seu título, que alguns consideram aplicável ao que representa sua escritura e sua leitura, poucos se atrevem a criticar os delírios de Raskolnikov, ou os abandonam na sexta manifestação de tormento.
3.- Guerra e Paz, de Leon Tolstói
Outro exemplo da literatura russa, que se costuma colocar neste tipo de lista com piadas como: “Lamentavelmente, não cheguei nem ao primeiro disparo da guerra”. Embora muitos o considerem uma leitura trepidante ambientada durante a invasão napoleônica da Mãe Rússia, eles prefeririam ver a versão cinematográfica. Carrega o estigma recorrente de que ler para os russos é complicado e mais cansativo que escalar algum pico dos Urais. Seu autor o escreveu convalescendo, depois de quebrar um braço ao cair de um cavalo. Alguns leitores declaram, neste tipo de debate, ter se sentido assim durante sua leitura.
4.- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Outro romance que esconde pistas em seu título. Alguns leitores terminam de lê-lo pelo primeiro elemento, por orgulho, enquanto outros nem se aproximam dele por causa do segundo, por puro preconceito. É um festival de murmúrios e vaivéns românticos, inclusive cômicos, mas o leitor contemporâneo frequentemente se cansa das tensões sexuais que celebra, entretanto, nas comédias da televisão. Esse leitor pouco paciente não é o único. O gênio Mark Twain chegou a declarar: “Cada vez que leio Orgulho e Preconceito, tenho vontade de desenterrar [a autora] e golpeá-la no crânio com sua própria tíbia”.
5.- A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne
Foi publicado por volumes durante oito anos. O autor morreu antes que se publicasse como romance; de fato, muitos especialistas consideram a obra inacabada depois de tantas páginas. O livro pretende ser a autobiografia do narrador, que se perde em digressões e rodeios infinitos e hilários, mas não adequados para todos os gostos. É uma peça fundamental da narrativa moderna e cômica, mas o fato de que o protagonista não nasça até o terceiro volume não ajuda muita gente a aguentar manter o livro nas mãos. Talvez prefiram a adaptação de Michael Winterbottom, embora seja uma adaptação pouco fiel, como não poderia deixar de ser.
6.- A Divina Comédia, de Dante
O poema escrito por Dante Alighieri no século XIV pertence ao grupo dos que talvez enganem o leitor desprevinido pelo título. Crucial na superação do pensamento medieval e ácido como um limão nos olhos graças aos comentários sobre sua época, foi até adaptado em um monólogo por Richard Pryor. No entanto, muitos ficam  na primeira parte (intitulada Inferno) ou não passam pela segunda, oPurgatório, e muito menos terminam a última, batizada de Paraíso.

7.- Moby Dick, de Herman Melville
Se o protagonista de outro relato deste autor, Bartleby, o Escrivão –esse advogado nova-iorquino entediado, entre outras coisas, com seu trabalho – diz aquilo de “Preferiria não fazer isso”, muitos leitores adotam essa frase quando encaram o romance definitivo de Melville. Não compartilham a obsessão cega do Capitão Ahab por caçar a baleia e se enjoam com a primeira tormenta em alto mar. Não estão sozinhos, apesar da legião de fãs que realmente vibram com o livro. Em uma recente reedição em castelhano desta obra, o autor do prólogo inclui uma saborosa curiosidade. O músico Moby (sim, aquele que faz canções que saem em oitenta anúncios) admite que, embora tenha adotado esse pseudônimo, jamais terminou de ler o romance porque lhe parece “muito longo”. Uma pista: esse músico calvo se chama, na verdade, Richard Melville. Seu tio-bisavô é o consagradíssimo autor.
8.- Paradiso, de José Lezama Lima
As mais de 600 páginas desta espécie de romance de aprendizagem, exuberante em sua prosa como uma árvore repleta de frutos, são um inferno para muitos leitores. Muitos resolvem abordar a formação do poeta José Cemí aconselhados por Julio Cortázar, um autor fundamental para muitos adolescentes, do qual tentam devorar todas suas pistas, mas a linguagem personalíssima e o longo alcance afugentam uma altíssima porcentagem do público de um dos principais romances em castelhano do século XX. É mais curioso ainda quando se sabe que o autor é cubano, já que os cubanos geralmente são pouco dados a introspecções. Na narrativa latino-americana, apesar do recente culto global a Roberto Bolaño, também se costuma brincar com 2.666, do escritor chileno, que não alcança esse número de páginas, mas tem mais de mil.
 9.- As Aventuras do Bom Soldado Svejk, de Jaroslav Hasek / Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
O mesmo bufo de tédio e desinteresse nas salas de aula checas e espanholas. E o pior é que ambos são emitidos pela obrigação de ler dois dos romances mais divertidos e delirantes da história. Duas histórias pitorescas com dois anti-heróis absolutamente inesquecíveis que carregam o problema de ser o clássico mais aplaudido de ambos os países. Seu problema? Obrigar alunos imberbes com os feromônios disparados a mergulhar em suas numerosíssimas páginas para transformá-los em “um livro de La Mancha – ou de Praga – do qual não quero me lembrar”. No entanto, quando lidos mais tarde, são mais viciantes que um saquinho de pipocas ou que a série de TV com maior audiência.
10.- A Piada Infinita, de David Forster Wallace
 É curioso que um romance que trata, entre outras coisas, do vício e do colapso da cultura do entretenimento desanime tantas pessoas. Suas mais de mil páginas – centenas delas são notas de rodapé – o convertem em um dos livros pós-modernos fundamentais na história da literatura, mas também fazem com que muitos acreditem que seu depressivo autor, que acabou se suicidando, tenha escrito, efetivamente, uma espécie de piada infinita sem graça. Os leitores atuais traçam uma linha no chão e formam dois grupos: aquele dos que amam o livro e aquele dos que o odeiam.


Publicado no El País