terça-feira, 29 de abril de 2014

Temas da atualidades que podem cair no Enem e vestibulares 2014/15


Crise energética, água e 50 anos do golpe militar estão entre apostas dos professores. Saiba como se preparar para as provas deste ano.

Em junho do ano passado, VEJA.com pediu a professores que apontassem uma série de temas a partir dos quais os candidatos poderiam se preparar para a redação do Enem (clique para ver o conteúdo especial). A ideia não era tentar prever o tema da redação, mas oferecer assuntos que provocassem reflexão e propiciassem treinamento para os estudantes. Entre os assuntos elencados pelo time de especialistas apareceu o seguinte: lei seca. Quem realizou a prova oficial, em novembro, deve se lembrar do tema da redação do Enem 2013: efeitos da implantação da lei seca no Brasil. O acerto, raro em provas como o Enem, revela a importância da preparação: quem conferiu o conteúdo elaborado por professores e publicado por VEJA.com, ganhou um reforço no estudo.
Para o Enem e os vestibulares 2014/2015, VEJA.com voltou a conversar com professores de alguns dos principais cursos preparatórios do país. A tarefa agora é elaborar uma lista de assuntos da atualidade que de fato podem aparecer nas provas. A lista abaixo traz um resumo das apostas dos mestres, explica como os assuntos podem aparecer na avaliação e oferece links para reportagens de VEJA relacionadas aos temas: a leitura delas pode ampliar a visão do candidato sobre os tópicos tratados.
Acompanhar assuntos que são discutidos no Brasil e no mundo é um fator importante para um bom desempenho no Enem e nos vestibulares em geral. Ao contrário de outros vestibulares, o Enem não cobra de seus candidatos informações pontuais sobre atualidades. Mas o exame é permeado de assuntos do cotidiano que exigem do estudante conhecimentos básicos sobre o que está em debate no país e no mundo.
"O Enem não é factual, não cobra do aluno detalhes de um assunto que ganhou as manchetes dos jornais às vésperas da prova, mas exige atenção a temas que pautaram as discussões no Brasil nos últimos doze meses", diz Paulo Moraes, coordenador da área de geografia do Anglo Vestibulares, de São Paulo. "Os temas apresentados, portanto, podem introduzir questões que testam as habilidades específicas do aluno e medem seu conhecimento geral."

Extração de gás e petróleo de xisto

A extração de gás e petróleo a partir das rochas de xisto tem crescido a cada ano, ganhando destaque nas discussões sobre matriz energética. Em 2013, o petróleo obtido a partir desse minério representou 29% da produção total do produto nos Estados Unidos. O gás de xisto, por sua vez, representou 40% do total.
O tema é uma das principais apostas dos professores Joel Pontin, do Cursinho da Poli, e Alexandre Gobbis, do Cursinho do XI, para o Enem 2014. Segundo Pontin, é imprescindível que os estudantes conheçam os processos de extração e entendam a importância desse minério para a economia mundial. "O grande comprador de energia são os Estados Unidos, que estão priorizando o xisto. Essa questão pode alterar todo o cenário energético mundial", diz.
As reservas desse minério representam 10% do total de petróleo e 32% do gás disponível no planeta. O país que mais detém reservas é a Rússia, seguida por Estados Unidos, China e Argentina. Já os países com maiores reservas de gás de xisto — encontradas entre as camadas do mineral — são China, Argentina, Argélia e Estados Unidos. O Brasil  também possui grandes quantidades do minério e, em 2013, o governo chegou a realizar leilões de exploração da reserva. A produção a partir desse material, entretanto, está paralisada por falta de regulamentaçãoespecífica.
Para produzir petróleo e gás a partir do xisto é preciso explodir as rochas do minério por um processo chamado de “faturamento hidráulico”, que injeta grandes quantidades de água misturada a produtos químicos sob grande pressão. A técnica, porém, é questionada por ambientalista e já foi proibida na França e na Bulgária.

Água e crise no sistema hídrico

As anomalias verificadas nos índices pluviométricos, que tiveram como consequências a falta de água em São Paulo e enchentes em outros Estados da região Sudeste, também estão entre as apostas dos professores de cursinho. "O stress hídrico esteve na pauta dos jornais por meses e o tema abre margens para toda a sorte de perguntas no Enem, que pode cobrar desde conhecimentos sobre mananciais até a fórmula química da água", afirma Joel Pontin, do Cursinho da Poli.
No início do verão, houve muitas chuvas em Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No leste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, não chovia tanto desde 1979. Essa umidade, entretanto, não alcançou a cidade de São Paulo. Dezembro de 2013 foi o terceiro mês menos chuvoso dos últimos 71 anos na capital, só perdendo para os anos de 1999 e 1963. Ainda assim, as chuvas na capital só atingiram o volume de 237,9 milímetros, inferior à média histórica de 265,6 milímetros. Com isso, o reservatório da Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, teve sua capacidade reduzida. Na última terça-feira, o volume armazenado de água caiu para 11,9% da capacidade.
Já na região Norte, o excesso de chuvas deixou diversos pontos de Porto Velho (RO) submersos e o Acre ilhado em função da cheia do Rio Madeira, que em março de 2013 bateu recorde histórico com 25,44 metros de profundidade. A cheia afetou pelo menos 66.000 pessoas e deixou famílias desabrigadas em dez cidades da região, além de interromper o tráfego nas principais rodovias de Rondônia, como a BR-364 e a BR-319.

Crise energética

A crise no setor energético é um dos temas constantes no Enem, afirma Paulo Moraes, do Anglo Vestibulares. "É um tema que mistura questões de física, química e biologia, uma interdisciplinaridade que é típica de questões do exame federal", explica. O Brasil tem atualmente capacidade elétrica instalada de 120.000 megawatts, mas desde 2013 enfrenta dificuldades no abastecimento, com registros de apagões em diversas regiões do país que acarretaram problemas para a economia.
Em janeiro, foram registrados os dez maiores picos de consumo de energia da história do Brasil e, em fevereiro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou apagões em onze Estados das regiões Norte, Sudeste e Sul. Só na região Sudeste, a falha no sistema elétrico pode ter atingido 950.000 pessoas. Pelas normas de segurança, o sistema elétrico brasileiro precisa trabalhar com sobra de energia equivalente a 5% da eletricidade consumida no país. Entretanto, em janeiro, essa marca atingiu 2%.
Uma das justificativas para o problema apresentadas pela ONS foi uma interrupção no fornecimento de 5.000 megawatts/hora para essas regiões. Outra explicação para os apagões é a de que descargas atmosféricas (raios)  provocaram curtos-circuitos no sistema nacional, causando a queda de energia. Entretanto, apesar de o Brasil ser um dos países com maior quantidade de raios do mundo, o sistema elétrico foi montado para ser à prova de descargas elétricas, com a proteção de uma grande rede de para-raios.
O principal gerador de energia no país são as usinas hidrelétricas, que respondem pela geração de 86.923 MW, seguidas das termelétricas a gás (9.816 MW), as usinas a biomassa (8.870 MW) e usinas a óleo e bicombustíveis (5.297 MW). Outras formas de energia respondem por parcelas menores do fornecimento, como as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas, que somaram no ano passado 4.805 MW de capacidade de geração. As usinas a carvão mineral registraram 3.152 MW, as eólicas marcaram 2.181 MW e as nucleares, 2.007 MW.

Problemas urbanos e sistemas modais

Outro assunto "clássico" do Enem são as questões relacionadas a problemas urbanos. “Esse é um assunto frequente, que é renovado com os temas que estiveram na imprensa nos últimos meses”, afirma Paulo Moraes, do Anglo Vestibulares. Este ano, o transporte é uma das apostas do educador, tendo como ponto de partida asmanifestações de 2013 que reivindicaram melhorias no transporte público e colocaram o tema no topo das agendas governamentais. “As questões do Enem não devem abrir margem para o debate político. Elas provavelmente vão cobrar conhecimentos sobre os sistemas modais mais usados no Brasil”, explica.
Atualmente, mais de 80% da população vive nos centros urbanos, nos quais o transporte mais utilizado é automotivo. Em 2012, a frota de carros no Brasil chegou a 50,21 milhões. A cada minuto, 152 novos automóveis deixam as fábricas do mundo para ganhar as ruas. Comparativamente, usando como base a cidade de São Paulo, a frota de ônibus representa apenas 8,2% do total de carros. A desproporção acarreta imensos congestionamentos nas grandes capitais e, ao mesmo tempo, dificulta a locomoção em cidades menores, que sofrem com a falta de linhas de transporte nos bairros mais afastados.
A pressão da sociedade por melhor transporte público acabou chegando ao gabinete da Presidência. Em julho do ano passado, a presidente Dilma Rousseff falou da necessidade de uma mudança na matriz do sistema de transporte, enfatizando o aumento das redes de metrô, trens leves e corredores de ônibus. Dilma também anunciou a liberação de 50 bilhões de reais para empreendimentos de mobilidade urbana.

Movimentos sociais

A partir das manifestações por melhorias no transporte em junho 2013, a onda de protestos organizados por movimentos sociais e por grupos como os black blocs ganhou força em todo o país. Exatamente pelo destaque que teve nos últimos meses, o tema é uma das apostas do professor Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, para o Enem. "A discussão sobre os protestos pode abrir caminho para o questionamento sobre a trajetória histórica dos movimentos sociais", analisa.
Saber quais foram as motivações dos principais movimentos sociais do Brasil e fazer a correlação entre os antigos e os atuais é um dos caminhos para compreender como eles influenciaram e ainda influenciam o país, explica o professor.
O movimento feminista é um dos que pode aparecer na prova do Enem, segundo Loureiro. "É um grupo que conseguiu influenciar as políticas públicas e já foi citado em exames anteriores", explica. Conquistas do grupo, como a Lei Maria da Penha e a ação de movimentos internacionais como o Femen, também podem cair na prova. Ainda segundo o professor, para entender melhor os movimentos sociais e se preparar para a prova, os estudantes devem pesquisar um pouco sobre as ideologias políticas e ecônomicas que pautam esses grupos. "O aluno tem que saber diferenciar o comunismo do anarquismo e entender quais outras ideologias estão presentes no cenário mundial hoje. Isso é imprescindível para garantir o bom desempenho nas questões relacionadas à sociologia, geopolítica e história."

50 anos do golpe militar

Há 50 anos o Brasil foi palco de acontecimentos políticos tão dramáticos e relevantes que ainda hoje continuam em discussão: o golpe militar de 1964. O ação, que resultou em mais de 20 anos de regime militar, também é uma das grandes apostas dos professores de cursinho para o Enem este ano. "A importância histórica desses fatos e a quantidade de documentos da ditadura que foram revelados recentemente levaram o tema com mais força para as salas de aula", explica Samuel Loureiro, do Cursinho do XI.
O mês de março deste ano foi palco de protesto contra o golpe, que destitui do poder o então presidente João Goulart, e também de uma nova marcha da família, em homenagem à Marcha da Família com Deus pela Liberdade de 1964, que reuniu cerca de 100.000 pessoas na Cinelândia, no Rio de Janeiro, dias antes da tomada do poder pelos militares. A correlação histórica é necessária para entender os efeitos da ditadura e o processo de redemocratização do país, garante Loureiro.
Outro assunto relacionado à ditadura que também pode aparecer na prova é aComissão da Verdade. Instituída em 2012 pela presidente Dilma Rousseff, a comissão tem a missão de apurar crimes cometidos durante a ditadura. Entre as medidas tomadas pela comissão, está a exumação dos restos mortais de João Goulart para analisar a causa de sua morte.

Vacina contra o vírus do HPV

Em março deste ano, o governo federal começou a vacinar gratuitamente meninas de 11 a 13 anos de idade contra o vírus do HPV. O tema, apesar de recente, já havia passado por discussão em 2013 e é um dos assuntos com grande probabilidade de cair no Enem neste ano. Para o professor Joel Pontin, do Cursinho da Poli, o assunto pode servir de gancho para perguntas sobre biologia. "Vacinação, de modo geral, não é um assunto muito presente no Enem, que pode usar a grande repercussão dessa vacina para introduzir algumas questões".
A vacina contra o HPV é capaz de prevenir a transmissão do vírus causador do câncer do colo do útero, que pode ser contraído por meio de relação sexual, contato direto com pele ou mucosa infectadas, e também no momento do parto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 290 milhões de mulheres no mundo sejam portadoras do HPV, sendo que 32% são infectadas pelos tipos causadores do câncer. Por ano, 270.000 pessoas morrem em decorrência da doença.
Até 2016, o governo quer expandir a vacinação para meninas de nove anos, faixa etária considerada ideal para evitar a propagação do vírus do HPV, segundo especialistas. Para o professor Pontin, é importante que os estudantes pesquisem mais informações sobre o vírus do HPV e sobre a atuação da vacina no corpo humano. "O tema pode aparecer em uma pergunta mais ampla sobre a vacinação, abrangendo inclusive outros tipos de vacinas", explica.

Bianca Bibiano, na Veja

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ayrton Senna em quadrinhos


20 anos após o acidente na curva Tamburello, Ayrton Senna continua sendo muito lembrado pelos fãs de automobilismo e pelo público brasileiro. Como parte da campanha "Ayrton Senna Sempre", vários produtos com a marca do tricampeão estão sendo lançados em 2014. E confesso que esse aqui foi um dos que mais me chamou a atenção. A Editora Nemo lança neste mês o livro "Ayrton Senna: a Trajetória de um Mito", que conta a história do piloto brasileiro por meio de histórias em quadrinhos.
A ideia nasceu do trio de autores europeus Lionel Froissart (francês), Christian Papazoglakis (belga) e Robert Paquet (também belga). Froissart, inclusive, foi amigo de Senna e está em seu terceiro livro sobre o piloto brasileiro. O álbum começa com a primeira corrida na chuva de Senna, ainda no kart. Depois do flashback, o leitor é levado para o GP de Mônaco de 1984, ano de sua estreia na Fórmula 1. Debaixo de chuva e com a Toleman, ele dá show. Ultrapassa vários adversários, assume a segunda posição. Quando faltava apenas o líder Alain Prost, da McLaren, a corrida foi paralisada.
Todos os episódios marcantes da carreira de Senna estão lá: a vitória dramática do piloto no autódromo de Interlagos em 1991; as polêmicas com Prost nos GPs do Japão e a conquista do tricampeonato mundial naquele país onde, até hoje, ele é idolatrado. Uma boa ideia para aproximar a história de Ayrton Senna das novas gerações, principalmente daqueles que não conseguiram vê-lo correr na Fórmula 1.
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Rafael Lopes, no Globo Esporte

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Resultado do sorteio de Páscoa!

Olá meus queridos segue abaixo o resultado do sorteio de Páscoa!
Parabéns as ganhadoras!


Para os que não ganharam breve estará rolando mais um sorteio aqui no cantinho!
Beijinsss!!




domingo, 13 de abril de 2014

Aniversário do blog !





Olá minhas queridas (os),a todos vocês que  faz  parte desse cantinho maravilhoso!Eu  quero agradecer ,embora uma semana atrasada devido a falta de tempo,uma correria para entregar algumas encomendas,não tive nem tempo de vim falar com vocês!!!
Hoje vim agradecer por que sem vocês esse cantinho não existiria,aos meus amigos seguidores,blogs parceiros,autores parceiros,minhas amigas artesãs,aos visitantes ,todos que deixam seu comentário,que im acompanham nas redes sociais,aos que só olham observando os posts enfim que a cada dia fizeram e ainda fazem parte da minha vida!
Os blogs fizeram 3 anos de sua existência,excluir o de culinária pois não estava dando conta ,só posto foto no Face de alguma novidade em bolo ou docinhos que eu faça!
Em breve se Deus quiser farei um grande sorteio,envolvendo os dois blogs,vocês merecem e muito mais pelo carinho e atenção de vocês!
Beijo grande no coração de cada um de vocês!
Meu obrigada(o) por tudo,Deus abençoe a cada um de vocês!

                                                                                                                Rose

As 10 melhores citações de Orgulho e Preconceito



É claro que, pouco depois do bicentenário de publicação de Orgulho e Preconceito, falar da obra é um pouco coxinha. Na verdade, pode parecer assim pelo fato de que Jane Austen nunca foi tão popular antes – ela está quase onipresente: cinema, republicações, continuações, versões, spin offs e afins, de forma que conviver com ela parece ser inevitável. De seus seis romances publicados, o mais popular é Orgulho e Preconceito e minha crença se dá firmemente que a popularidade do romance se deve ao fato dos personagens serem tão bem construídos que o turning point da obra é completamente imprevisível no começo da primeira leitura. 200 anos depois, é claro que a leitura perde parte de seu viço (ainda mais quando Keira Knightley protagoniza uma adaptação em 2005...). Ainda assim, como alguém que já leu e estudou sobre a obra, decidi selecionar 10 frases que, de alguma forma, são importantíssimas para o romance.
1) “É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua grande fortuna deve estar à procura de uma esposa”.
A frase que inicia o livro já joga no colo do leitor o quanto o casamento é uma obrigatoriedade e que, mesmo sem querer, o homem será convencido a desposar alguma das damas solteiras de seu círculo social. O tom jocoso, quase de fofoca da abertura, também já mostra que Austen vai rir muito desse povo com quem ela convive e que ela tanto observa.
2) “Ela é tolerável, mas não bela o bastante para me tentar. Não estou com ânimo no momento para consolar jovens rejeitadas por outros homens”.
A arrogância de Darcy e seu desdém pela plebe provinciana de Longbourn estouram bem na cara da protagonista – Lizzy não era a mais bonita e Darcy não é gentil ao pontuar isso.
3) A felicidade no casamento é uma questão de sorte.
Charlotte Lucas, a amiga racional, feia e “encalhada” de Lizzy mostra como o destino ainda era visto como o responsável pelas consequências dos atos. Trata-se então de um resquício daquele fatalismo que vinha da religiosidade. Não lute contra as coisas, é tudo uma questão de sorte e não de atitude.
4) “A imaginação de uma mulher é muito rápida; pula da admiração para o amor e do amor para o matrimônio em um instante”
Mas uma das delicadezas de Darcy, é um dos desabafos a respeito da imposição para o casamento e da falta de liberdade de apenas apreciar uma pessoa bonita sem compromisso de se casar com ela.
5) “Nunca vi tal mulher [ultra prendada, como Darcy e Caroline Bingley descrevem]. Nunca vi tal capacidade, gosto, aplicação e elegância como você descreve, juntas”
Que lindo! A incapacidade de ser prendada como diziam ser é colocada por Elizabeth diante das figuras mais influentes socialmente. É como se ela dissesse “Você pode até dizer que é prendada assim, mas não me convence”.
6) “Não tenho pretensão alguma pelo tipo de elegância que consiste em torturar um homem respeitável. Eu preferiria ser considerada sincera”
O uso da razão e a força do pedido de Elizabeth para ter seu direito de expressão reconhecido surgem quando ela decide não se casar com Collins. Ela nega o “charme” que era feito para que o pedido de casamento fosse reforçado e insiste que só tem opinião própria e voz para fazê-la valer.
7) “Em vão tenho lutado sem sucesso. Deve permitir que eu te diga o quão ardentemente te admito e te amo”
Além de fazer as tietes infartarem, a declaração de amor do Sr. Darcy é a marca da virada na trama e é o momento em que o amor dele supera o preconceito e que o valor do personagem finalmente aparece, já que, em seguida, ele escreve uma carta em que revela ser totalmente diferente do que o leitor achava que ele era até então.
8) “Tenho a certeza de que é generosa demais para fazer pouco caso dos meus sentimentos. Se os seus são ainda os mesmos que manifestou em abril passado, diga-o imediatamente. Minha afeição permanece inalterada; basta porém uma única palavra sua para fazer com que me cale para sempre.”
O novo pedido de casamento de Darcy, mais gentil e generoso do que o primeiro, mostra que o afeto permaneceu, mesmo que Elizabeth tenha sido tão rude. A citação foi muitíssimo açucarada no filme de 2005 – ele não diz “Eu te amo” nenhuma vez, que dirá três. Ele também não fica sussurrando, desesperado – é um passeio, em que Bingley e Jane estão andando na frente e ela está indo apenas fazer companhia a Darcy. A conversa mostra a objetividade do texto de Austen que, infelizmente, é transformada em um pote de melaço no cinema.
9) (Em resposta a Elizabeth, quando ela questionou como ele começou a amá-la, se ela era sempre tão incivil com ele) “— Não posso fixar a hora ou o lugar. Isto já foi há muito tempo. Eu já estava no meio e ainda não sabia que tinha começado.”
Gosto particularmente desta citação por quebrar um paradigma romântico de amor instantâneo. Darcy é incapaz de dizer em que momento se apaixonou por Elizabeth e isso não representa um problema. Na vida real, e até mesmo hoje, séculos depois, parece verossímil se apaixonar por alguém sem ter consciência daquilo, sem exaltação ou premeditação. Viu só, Nicholas Sparks?
10) “A princípio ouvira com assombro e um pouco de terror os gracejos e brincadeiras de Elizabeth. O irmão sempre lhe inspirara um respeito que quase sufocava a sua afeição. Começou a saber de coisas que ignorava. Elizabeth lhe explicou que uma esposa pode se permitir com o marido liberdades que um irmão nem sempre poderia tolerar na irmã dez anos mais moça do que ele.”
Mais uma citação que mostra a concepção “prafrentex” de Austen: um casamento por amor em que, inclusive, a esposa, tão inteligente quanto o marido, pode tirar sarro dele, de igual para igual.

Cecilia Garcia, no Literatortura

terça-feira, 8 de abril de 2014

Aprenda a fazer uma resenha de livro


(Crédito: Shutterstock.com)
A resenha dá a chance de você expressar suas opiniões, como a fluência do texto, a presença ou não de humor ou até mesmo a velocidade na qual as coisas acontecem
Escrever uma resenha é uma ótima forma de comprovar que os alunos realmente leram e entenderam os pontos principais de um determinado livro e, por isso, estas são comumente pedidas pelos professores. Se você não tem certeza de como estruturar o texto de forma a deixar suas ideias claras, não se desespere!
O primeiro passo é ler o livro com muita atenção. Para resenhá-lo, você deverá conhecer os personagens e entender todo o contexto da época em que ele foi escrito e o que o autor pretendia ao publicá-lo. Por exemplo: é muito difícil escrever uma resenha de uma obra como Os Miseráveis, de Victor Hugo, sem entender os costumes da França do século XIX, entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris.
Ao término da leitura, você deverá organizar os seus próprios pensamentos. A opinião do autor ficou clara para você? Além disso, é necessário refletir sobre como a obra reflete nos dias atuais, ou seja, como o que foi escrito em anos passados está presente na sociedade de hoje. Esse pode ser um dos seus pilares para escrever a resenha.
Agora é hora de começar a escrever a sua resenha. É importante ter em mente que uma resenha deve descrever o livro e apontar aspectos importantes sobre ele. Personagens marcantes e relevantes para a história devem ser citados, sendo que uma boa dica para apresentá-los é descrevendo suas impressões sobre a personalidade deles e por que a história seria completamente diferente na ausência dos mesmos.
A resenha também dá a chance de você expressar suas opiniões, como a fluência do texto, a presença ou não de humor ou até mesmo a velocidade na qual as coisas acontecem. Porém, lembre-se de que uma resenha didática deve priorizar o conteúdo da aula para a qual ela foi proposta. Se você está escrevendo para o professor de literatura, insira a obra no movimento literário na qual o livro foi escrito. Se for para o professor de história, prefira o contexto social da época.
Publicado no Universia Brasil

Após sucesso do Diário de Classe, Isadora Faber colhe os frutos com livro, palestras e ONG

Página no Facebook tem 626 mil seguidores e foi criada para denunciar a falta de estrutura na escola onde Isadora estudava, em Florianópolis

Isadora Faber mostra a capa do livro em seu computador (Foto: Eduardo Valente/ND)

Quase dois anos após criar no Facebook a página Diário de Classe – a verdade, na qual denuncia as precariedades na escola onde estudava em 2012, Isadora Faber, 14 anos, não parou mais. O seu primeiro livro está para ser lançado – na quinta-feira, recebeu da editora a capa do livro -, participa de eventos, palestras e entrevistas e, junto com os pais, cuida da ONG Isadora Faber.
Isadora foi convidada no ano passado pela editora Gutenberg, de São Paulo, para contar sua história em um livro. O desafio foi aceito e o lançamento deve acontecer em maio, em São Paulo, onde a história de Isadora teve grande repercussão. Depois, a editora pretende lançar o livro em Florianópolis e em outros Estados. “A editora enviou a capa do livro por e-mail e estou ansiosa para o lançamento. Espero que as pessoas gostem”, diz.
Ela passou quase um ano trocando e-mails com a editora para ajustar todos os detalhes. Nos nove capítulos do livro, Isadora conta sobre sua vida, sua família, do início dos estudos na Escola Municipal Maria Tomázia Coelho, no Santinho, a decisão de criar a página no Facebook relatando as más condições da escola, a repercussão que o caso teve e os frutos que colheu após a criação do diário. A obra ainda tem fotos de Isadora e depoimentos de jornalistas de todo o país que a entrevistaram.
Depois de denunciar os problemas e ajudar a melhorar a escola municipal do Santinho, Isadora mudou de colégio no início deste ano. Seguindo as irmãs mais velhas, ela foi para uma escola particular (Curso e Colégio Solução), no Centro da Capital Na nova escola não há problemas de estrutura e, agora, o Diário de Classe, que tem 626 mil curtidas no Facebook, é atualizado somente para relatar casos de outros colégios.
Aluno Nota 10 é a aposta da ONG Isadora Faber
Dividindo seu tempo entre os estudos, as aulas de inglês e participações em eventos, a agenda de Isadora Faber é supervisionada pela mãe, Diamela Faber, 47, a Mel, orgulhosa das conquistas da filha. “Espero que o livro seja bom para ela e que a vendagem seja boa para ela ter uma boa recompensa, pois a luta não foi pouca”, afirma.
Além do livro, Isadora e a família se dedicam a outro projeto este ano: a ONG Isadora Faber. Criada em junho de 2013, a organização busca melhorar a educação pública em escolas de todo o país.
A prioridade este ano está na concretização do projeto Aluno Nota 10, inspirado no projeto de mesmo nome criado por um empresário na cidade de Morro do Chapéu, na Bahia, que valoriza e recompensa os melhores alunos de escolas públicas, incentivando-os a obter melhores rendimentos. “Esse projeto foi crescendo na Bahia e tomou grandes proporções. Hoje são quase cem cidades que fazem o Aluno Nota 10, melhorando o desempenho de estudantes em até 60%. A proposta é dar uma recompensa palpável ao melhores alunos, premiando-os com notebooks ou tablets no fim do ano”, conta Mel.
De acordo com Mel, esta é a grande aposta da ONG Isadora Faber. Com o projeto pronto para ser aplicado em Florianópolis, a família Faber busca apoiadores para ajudar no processo. Quem quiser participar pode entrar em contato pelo telefone (48) 3207-6364.
Na capa do Google
A repercussão da página de Isadora Faber no Facebook fez com que o jornal inglês Financial Times a colocasse, em fevereiro de 2013, na lista dos 25 brasileiros que deveriam ser observados nos próximos meses. Isadora estava listada ao lado do jogador Neymar, do presidente do STF Joaquim Barbosa, dos cineastas Carlos Saldanha e Fernando Meirelles e da modelo Gisele Bündchen.
No dia 8 de março deste ano, Isadora voltou a ser destaque, desta vez na capa do Google, que fez uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Ao lado das brasileiras Maria da Penha, a empresária Viviane 
Senna, a deputada Mara Gabrilli e a jogadora de futebol Marta, Isadora ganhou destaque em um vídeo reunindo cem mulheres de destaque mundial. “A equipe do Google me enviou um e-mail, pediu para eu fazer um vídeo e disseram que eu participaria da homenagem. Gostei bastante, a edição ficou bem legal”, diz a ainda tímida estudante do 1º ano do ensino médio.

Felipe Alves, no Notícias do Dia