sábado, 14 de dezembro de 2013

Grupo Editorial Autêntica- parceria de peso!

Olá minha gente querida ,vim mostrar minhas parcerias que fiz nesses últimos dias com muito alegria para todos vocês!

                                                                       

Autêntica se Transforma em Grupo Editorial

A Autêntica Editora, criada em 1997 com foco em publicações acadêmicas, se consolidou no mercado editorial brasileiro e diversificou seu escopo ao longo desses quase 15 anos de atividades. Para continuar fiel à sua perspectiva de lançar livros de qualidade, buscar assuntos inovadores e, ao mesmo tempo, atender às demandas de seus públicos, a casa passa a ser, em 2011, um grupo – o Grupo Editorial Autêntica. Com títulos em áreas variadas, o grupo possui agora três editoras: a Autêntica Editora, com foco em livros nas áreas de Ciências Humanas e literatura infantil; a Editora Gutenberg, criada como selo em 2003, com títulos de interesse geral; e a Editora Nemo, um projeto recente, destinado à publicação de quadrinhos.


Autêntica Editora

A Autêntica Editora chega em 2011 com cerca de 500 publicações. Já reconhecida por seu trabalho com o público acadêmico e por suas obras destinadas às áreas das Ciências Humanas, a Editora passou a publicar, nos últimos anos, livros com temas mais abrangentes e diversificados. O catálogo contempla obras de Antropologia, Cultura Negra, Sociologia, Historiografia, Comunicação, Cinema e Teatro, Literatura Brasileira e Estrangeira, Biblioteca Escolar, Lingüística, Educação, entre outros. A editora também assumiu o desafio de trazer para a língua portuguesa obras de Filosofia fundamentais para seus leitores. Exemplos dessa empreitada são a tradução bilíngue (latim-português) de Ética, de Spinoza, e Vocabulário de Foucault – Um percurso pelos seus temas, conceitos e autores, do argentino Edgardo Castro. Além disso, publicações importantes em áreas mais específicas da Educação, como Pedagogia/Formação de Professores, Filosofia da Educação, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Matemática, Ensino da Escrita e da Leitura, História da Educação, entre outras, integram seu catálogo.


Compromisso com a Educação

Além de investir na qualidade de suas publicações e no compromisso com seus leitores, a Autêntica se firma como uma editora aliada a educadores, pesquisadores e demais envolvidos com a educação em suas várias vertentes. Por meio de coleções como Biblioteca Universitária; Ensino de Filosofia; Conversas com o Professor; Pensadores & Educação; Temas & Educação; Linguagem e Educação; e Literatura e Educação, a Editora segue fortalecendo, cada vez mais, seus canais de comunicação e aumentando sua fatia de participação no mercado editorial brasileiro. Consolidou-se como uma das editoras que mais tem sucesso em vendas governamentais, inclusive no PNBE do Professor. Em parceria com o Grupo de Trabalho Formação de Professores, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), a Editora Autêntica publica a revista eletrônica Formação Docente – Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, disponível gratuitamente no site.


Editora Gutenberg

Buscando atingir novos públicos, e imprimindo em suas publicações a qualidade e o comprometimento que marcam a trajetória da Autêntica, a Gutenberg foi criada em 2003, inicialmente como um selo, para abarcar livros de interesse geral e de ficção, e atualmente conta com cerca de 50 títulos. Recentemente o Grupo Editorial Autêntica ampliou sua atuação em São Paulo e reforçou a Editora com a contratação de Gabriela Nascimento, que coordena a equipe responsável pela expansão de seu catálogo.


Editora Nemo

O Grupo Editorial Autêntica parte, em 2011, para sua maior empreitada no ano: os quadrinhos. E para abarcar as obras dessa fascinante forma de arte, chega ao mercado a Editora Nemo.
A proposta da nova marca é reunir nomes mundialmente consagrados das HQs e autores brasileiros contemporâneos, valorizando essa linguagem artística repleta de preciosidades. Entre os autores que comporão o catálogo da Editora, estão os consagrados Jean Giraud, francês conhecido internacionalmente pelo pseudônimo Moebius, o italiano Hugo Pratt, autor do clássico personagem Corto Maltese, o francês Jacques Tardi, autor de brilhantes HQs históricas como Era a guerra de trincheiras, e o sérvio-francês Enki Bilal, autor de obras como A Trilogia Nikopol – adaptada para cinema pelo próprio autor, no longa Immortel ad Vitam (2004) –, além de vários talentos dos quadrinhos brasileiros. Com a coordenação de Wellington Srbek, roteirista, editor e pesquisador de quadrinhos, a Editora Nemo publica suas obras no formato conhecido na Europa e no Brasil como “álbum” e nos Estados Unidos como “graphic novel”. Publicados nos tamanhos 20 cm x 28 cm ou 24 cm x 32 cm, os álbuns da Nemo primam pela qualidade gráfica e artística.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

As dez livrarias mais interessantes do mundo

María Luisa Fundes, do “ABC” (edição de 25 de novembro), de Madri, reuniu fotografias e escreveu pequenos textos sobre as dez livrarias mais interessantes do mundo. “Para os aficionados à leitura, as livrarias são paraísos inigualáveis e incomparáveis.” Lá, entre as estantes, descobre-se o universo, globaliza-se o conhecimento. Muitas pessoas passam horas circulando entre as estantes, folheando e lendo algumas páginas dos livros. Há aqueles que se empolgam com as capas, e até com o papel, por exemplo o pólen (que não gera reflexos). Às vezes entra-se numa livraria com o objetivo de comprar determinado livro, mas, ao perceber um lançamento interessante, o indivíduo o coloca na sua cesta. Pode ser Joyce, Proust, Thomas Mann, Tolstói, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Bernardo Élis ou Afonso Felix de Sousa. As livrarias bonitas, como as citadas, são uma atração à parte. El Ateneo, de Buenos Aires, assim como outras, é uma atração turística. Os apaixonados pelos livros acabam se tornando também apaixonados pela livraria. É raro uma pessoa sair de lá sem fazer ao menos uma fotografia. Trata-se de uma livraria-museu, que já foi um teatro.
1 — El Ateneo,  Buenos Aires
María L. Fundes diz que foi “uma ideia genial converter um teatro dos anos 20, já fechado, em uma livraria de primeira. El Ateneo, de Buenos Aires, é uma das melhores livrarias da América. A seleção de livros é amplíssima. E o entorno [interno] é iniguilável. Permanecem o cenário e o palco. Tudo com novas funções [há um café-restaurante]. Uma maneira brilhante de desfrutar e recuperar edifícios antigos”. Em março desde ano, ao visitá-la, pude ver que Clarice Lispector é um dos destaques nas mesas.
2 — Galignani, Paris
“Giovanni Antonio Galignani nasceu em 1757, no norte da Itália. Depois de um período em Londres, se instalou em Paris, onde criou uma pequena editora, abriu uma livraria  e fundou um jornal. É a primeira livraria inglesa na Europa fora das ilhas britânicas. Foi instalada na Rua de Rivoli, onde abriu as portas com as melhores seleções de literatura anglo-americana e francesa, assim como uma seleção sem igual de livros de arte e moda”, diz o “ABC”.
3 — Selexyz Bookstore, Maastricht
A livraria está instalada num edifício onde funcionou uma igreja de dominicanos. Além de bonita, até “impressionante”, é arejada e tem um café. É apontada como “espetacular” pelo “ABC”.
4 — Livraria da Vila, São Paulo
O “ABC” nota que São Paulo é a “capital gastronômica e cultural do Brasil”. A repórter elogia a construção arquitetônica, do “genial arquiteto” Isay Weinfeld — as portas são estantes —, e diz que, além de bela, a Livraria da Vila oferece espaço para bate-papo, concertos e exposições.
5 — El Péndulo, México
A livraria, diz o “ABC”, é um espaço amplo e relaxante no qual se pode, além de desfrutar das calorosas [e calorentas] tardes mexicanas, olhar livros, discos e vídeos. “Entre as numerosas livrarias, El Péndulo, situada no elegante bairro de Polanco, na capital azteca, tem o toque original de ter plantas em seu interior.” A livraria oferece concertos, cursos e tem um café-restaurante.

6 — Brentano’s, Paris
“A oferta cultural de Paris é ilimitada. Suas livrarias também. Mas a Brentano’s é diferente: trata-se de uma livraria com quase 120 anos e que oferece um repertório variadíssimo para o leitor multicultural, interessado em ler em vários idiomas”, diz o “ABC”. A livraria é especializada em obras norte-americanas, já que a cadeia de livrarias surgiu nos Estados Unidos. Está “situada na Avenida da Ópera, entre a Ópera Garnier, o Louvre e a Praça Vendôme”. Frequentar a livraria “é uma imersão na cultura universal”, sugere o jornal espanhol, apesar de sugerir a especialização americana.
7 — Rizzoli, Nova York 
Segundo o “ABC”, é “uma das livrarias mais simbólicas dos Estados Unidos. O espaço é acolhedor, as luzes tênue, o estilo é retrô e a seleção de livros, fantástica. É uma referência em pleno coração de Manhattan. Os livros de culinária são uma das especialidades desta livraria: o presente perfeito. A coleção completa da magnífica Editora Rizzoli está disponível, junto com uma extensa seleção de livros em italiano”, registra o jornal espanhol.
8 — Lello, Porto
“Lello e Irmão é a livraria mais espetacular de Portugal e uma das mais bonitas do mundo. Situada no centro antigo da cidade do Porto, foi fundada em 1869”, diz o “ABC”. Na sede atual, está desde 1909. A mudança foi feita pelos irmãos Lello, seus segundos proprietários. “A fachada é maravilhosa, mas o interior ainda é mais bonito.” Lá tudo é surpreendente. “No segundo piso são feitas exposições de arte e se pode desfrutar de um café.”
9 — Shakespeare & Co, Paris
A livraria é pequena mas é das mais charmosas de Paris — era frequentada por Hemingway, Scott Fitzgerald e James Joyce, que era amigo da proprietária (Sylvia Beach editou pela primeira vez o romance “Ulysses”, pai da literatura moderna). O “ABC” diz que a livraria tem um entorno “acolhedor para turistas e sonhadores”. É “situada em frente ao Sena e à catedral de Notre-Dame, está em pleno coração do bairro dos estudantes — o bairro latino. Como muitas das livrarias parisienses mais interessantes, foi fundada por estrangeiros e tem sido amiúde o centro de reunião de escritores de língua inglesa. Os livros proibidos na Inglaterra e nos Estados Unidos sempre estiveram disponíveis”.  
10 — Corso Como 10, Milão
“Carla Sozzani, importante personalidade do mundo editorial do setor de revistas na Itália e irmã da poderosa Franca Sozzani, diretora da ‘Vogue Itália’, abriu a livraria em 1990. Nessa época, era uma galeria, dedicada principalmente à arte e à fotografia. Depois, ampliada, se tornou um espaço para o setor de moda, restaurante e livraria. São realizadas no local exposições, concertos e outras atividades culturais. Sua seleção de livros de moda e fotografia é espetacular”, registra o “ABC”.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Clarice Lispector completaria 93 anos hoje

Nesta terça-feira (10), Clarice Lispector completaria 93 anos. A escritora, que nasceu na Ucrânia e mudou-se ainda criança para o Brasil, é uma das principais autoras da língua portuguesa e escreveu obras importantes, entre eles "A Paixão Segundo G.H" e "A Hora da Estrela".
Clarice, que também foi jornalista e tradutora, ficou famosa pelo seu jeito de escrever. Nos seus livros, ela tenta desvendar os mistérios do ser humano, explorando atitudes e gestos comuns do dia a dia.
Abaixo, confira um texto de "Como Nasceram as Estrelas - Doze Lendas Brasileiras" (Rocco, R$ 28), publicada na "Folhinha" em dezembro de 1987. No livro infantil, ela conta lendas e histórias de personagens do folclore brasileiro, como o Curupira e o Saci.
Ela também publicou outros livros para crianças, como "A Mulher que Matou os Peixes" e "A Vida Íntima de Laura". Clarice faleceu em 1977, no dia 9 de dezembro. 
                                          
                                               Escritora Clarice Lispector em meados dos anos 1960 

Como nasceram a estrelas
Pois é, todo mundo pensa que sempre houve no mundo estrelas pisca-pisca. Mas é erro. Antes os índios olhavam de noite para o céu escuro - e bem escuro estava esse céu. Um negror. Vou contar a história singela do nascimento das estrelas.
Era uma vez, no mês de fevereiro, muitos índios. E ativos: caçavam, pescavam, guerreavam. Mas nas tabas não faziam coisa alguma: deitavam-se nas redes e dormiam roncando. E a comida? Só as mulheres cuidavam do preparo dela para terem todos o que comer.
Uma vez elas notaram que falava milho no cesto para moer. Que fizeram as valentes mulheres? O seguinte: sem medo enfurnaram-se nas matas, sob um gostoso sol amarelo. As árvores rebrilhavam verdes e embaixo delas havia sombra e água fresca. Quando saíram de debaixo das copas encontravam o calor, bebiam no reino das águas dos riachos buliçosos. Mas sempre procurando milho porque a fome era daqueles que as faziam comer folhas de árvores. Mas só encontravam espigazinhas murchas e sem graça. "Vamos voltar e trazer conosco uns curumins." Assim chamavam os índios as crianças. "Curumim dá sorte."
E deu mesmo. Os garotos pareciam adivinhar as coisas: foram retinho em frente e numa clareira da floresta, eis um milharal viçoso crescendo alto. As índias maravilhadas disseram: toca a colher tanta espiga. Mas os garotinhos também colheram muitas e fugiram das mães voltando à taba e pedindo a avó que lhes fizesse um bolo de milho. A avó assim fez e os curumins se encheram de bolo que logo se acabou. Só então tiveram medo das mães que reclamariam por eles comerem tanto. Podiam esconder numa caverna a avó e o papagaio porque os dois contariam tudo. Mas e se as mães dessem falta da avó e do papagaio tagarela? Aí então chamaram os colibris para que amarrassem um cipó no topo do céu. Quando as índias voltaram ficaram assustadas vendo os filhos subindo pelo ar. Resolveram, essas mães nervosas, subir atrás dos meninos e cortar o cio embaixo deles.
Aconteceu uma coisa que só acontece quando a gente acredita: as mães caíram no chão, transformando-se em onças. Quanto aos curumins, como já não podiam voltar para a terra, ficaram no céu até hoje, transformados em gordas estrelas brilhantes. Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, "sempre" não acaba nunca. 


 http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2013/12/1383238-clarice-lispector-completaria-93-anos-hoje-saiba-mais-sobre-a-escritora.shtml

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mandela nos livros

Foi através do teatro que, pela primeira vez na minha vida, nos anos 60, ouvi falar de Nelson Mandela. Estudante, depois professor de direito internacional e, desde o início, militante do anticolonialismo e do anti-racismo, eu me opunho ao apartheid, mas o homem que liderava a luta ainda não tinha um rosto para mim. No Festival de Nancy, encontre Jean Guiloineau, diretor do Grupo de Teatro Antigo da Sorbonne, que ia apresentar Ajax, de Sófocles. Grande conhecedor da África do Sul, ele traçou para mim o retrato de Mandela, cujas memórias viria a traduzir muitos anos depois. Sua admiração pelo prisioneiro de Robben Island me impressionou muito. Talvez tenha sido a forma como se deu esse primeiro encontro o que me levou a perceber dede o início o gosto que o líder africano manifestou durante toda sua vida pela cultura e pelo teatro. E a colocar minha narrativa sob a invocação da dramaturgia universal, de Sófocles a Corneille e de Shakespeare a Cesaire.
Aparementemente, a paixão pela arte não é uma característica importante de Nelson Mandela. Os analistas a negligenciam, com frequência, mas eu acho que se trata de uma das chaves de sua personalidade. Quando ele era estudante, representou, numa companhia amadora, o papel de assassino do presidente Lincoln. “Meu papel era pequeno, mas eu era o elemento motor da moral da peça, segundo a qual os homens que assumem grandes riscos devem estar preparados para as pesadas consequências daí decorrentes.” Ele continuou sendo o elemento motor o resto da vida.

Morreu no dia 05/12/2013 o líder sul-africano Nelson Mandela, um dos personagens que com sua vida e atuação resumem parte do século 20. Em sua condição de símbolo planetário, Mandela sempre foi alvo de grande atenção pública – primeiro com a comunidade internacional protestando contra seu confinamento, depois, ao provar na prática que poderia ser o governante de um tempo em que as pesadas e infames feridas do Apartheid pudessem cicatrizar – ainda que demoradamente, em um processo que não acabou até hoje.
Um personagem dessa dimensão não poderia, portanto, deixar de ser alvo de um bom número de biografias. Já deve andar perto da centena o número de livros publicados sobre o ex-prisioneiro que se tornou presidente e símbolo de uma das vitórias da Humanidade contra a Barbárie (infelizmente elas são menos do que gostaríamos). Muitas delas já têm tradução no país – Mandela é provavelmente uma das personalidades estrangeiras com o maior número de histórias de sua vida editadas por aqui. Uma delas é o livro de onde foi extraído o trecho que vocês leram acima: Mandela – uma Lição de Vida, de Jack Lang (Tradução de  Rubia Prates Goldoni, Mundo Editorial, 240 páginas) – um livro que tem lá seu tom de particularidade interessante porque Lang não é um biógrafo comum, é o ex-ministro da Cultura da França, e estrutura sua biografia de Mandela como quatro atos correspondentes a mitos históricos da dramaturgia ocidental: Antígona no primeiro; Espártaco no segundo; Prometeu acorrentado no terceiro e o sonhador Próspero de Shakespeare no quarto. O quinto o apresenta como o protótipo do rei sábio presente em muitas culturas.
Menos ambiciosa intelectualmente, mas com maior poder de comoção talvez seja Mandela, Retrato Autorizado, de Mac Marahaj e Ahamed Kathrada (Tradução de Alexandre Moschella e Joana Canedo. Editora Alles Trade, 356 páginas) – um livro que, como seu título já anuncia, é um texto autorizado pelo próprio Mandela e que trabalha para construir a imagem épica do estadista africano, seja por meio de narrativa de sua vida em tons elevados, seja com depoimentos de personalidades que conheceram Mandela, como o bispo sul-africano Desmond Toutou, o presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o cantor Bono Vox ou ainda por uma ampla coleção de imagens da trajetória de Mandela. É o Mandela “oficial” dos livros de história, o líder aclamado por um mundo abismado com a força de sua trajetória e de seu exemplo.
MandelaA mais recente biografia de Mandela a aportar nas livrarias brasileiras é Mandela: O Homem, a História e o  Mito, de Elleke Boehmer (Tradução de Denise Bottmann, L&PM, 224 páginas). É uma biografia que tenta avançar além da biografia de estilo jornalístico, mesclando os relatos sobre a vida de Mandela com interpretações históricas e acadêmicas sobre sua trajetória. É um dos textos desta série mais sólidos em analisar as circunstâncias e o pano de fundo da trajetória de Mandela para além do binômio “homem x mito” estabelecido pela persona pública do político sul-africano após a sua libertação. Não se tem aqui nem o herói admirável nem o militante de atuação controversa. Mandela é mostrado – a certa altura, em paralelo com Gandhi – como um personagem que lutava contra o imperialismo que, a seu modo, o tornou possível. Após décadas de domínio opressor, formou-se, a duras penas, uma massa crítica de figuras de proa nascidas no país com vontade de questionar o sistema em que viviam. Uma boa biografia para quem quer mergulhar em um panorama geral de Mandela e seu tempo.
mandela (1)Outra biografia, esta narrada por meio das próprias palavras do estadista sul-africano é Mandela: Conversas que Tive Comigo (Tradução de Ângela Lobo de Andrade, Nivaldo Montingelli Jr. e Ana Deiró. Rocco, 415 páginas), compilação de cartas e documentos pessoais de Mandela, gravações e depoimentos reunidos pela fundação que leva seu nome e reúne reflexões do personagem sobre o lado íntimo de seu sofrimento: a ausência na vida da família por quase três décadas de prisão imposta pelo regime racista do apartheid; os conflitos de uma vida dividida entre a luta política e a família – essa oposição, em configurações diferentes, levaria ao fim de dois casamentos, com Evelyn Mase ( 1944 a 1957) e Winnie Mandela (1957 – 1996). Embora o material tenha sido compilado por uma instituição oficial ligada a Mandela, o tom não é celebratório ou condescendente. Há diversas passagens em que Mandela faz uma autoanálise bastante dura sobre seus anos de juventude – e fala muito, também, sobre a dor de quase três décadas de encarceramento. Um texto sobre o livro pode ser lido aqui:
Esse é apenas um dos livros em que se pode ler a vida de Mandela pelas palavras dele próprio. Como menciona o biógrafo Lang no texto citado, Mandela foi também um um esteta além de estadista. Suas memórias foram publicadas nos Brasil também há duas décadas, pela Globo, com o nome de Nelson Mandela: A Luta é a Minha Vida - mas hoje duvido que se ache fora de sebo ou da Estante Virtual. E há uns dois anos a Martins Editora publicou uma coletânea de contos infanto-juvenis escolhidos pelo próprio Mandela, com o nome de Meus Contos Africanos (Tradução de Luciana Garcia, 156 páginas, R$ 54,80), reunindo histórias tradicionais do continente.
Há ainda Conquistando o Inimigo: Nelson Mandela e o Jogo que Uniu a África do Sul, de John Carlin, que inspirou o filme Invictus, de Clint Eastwood

Não sabe brincar, não desce pro play


Biografia de Edir Macedo vende 240 mil livros em uma semana
 

                  
Nada a perder – livro 2, o segundo volume da autobiografia do bispo Edir Macedo realmente não sabe brincar. Se seu volume de vendas já fazia inveja até mesmo à trilogia erótica dos ‘Cinquenta tons’, essa semana ele simplesmente chutou o balde, o pau da barraca, a boca do balão, tudo junto: foram 243.232 exemplares vendidos nas livrarias consultadas. Duzentos e quarenta e três mil duzentos e trinta e dois livros. Em uma semana. Para se ter uma ideia, é 50% a mais que a soma das vendas de todos os livros, de todas as listas dessa semana do PublishNews (são 159.168); quase 22 vezes maior que o segundo colocado, Kairós, com 11.162, um número respeitável, mas irrisório perto do colega de pódio. Em todo caso, as editoras de ambos os títulos (Planeta e Principium) devem estar se sentindo verdadeiramente abençoadas.
Na lista de ficção o destaque foi o livro Fim (Companhia das Letras), de Fernanda Torres, que subiu da oitava para a terceira posição. Também tivemos o retorno de Morte Súbita (Nova Fronteira), de J. K. Rowling, que ficou em décimo lugar. O título ficou à frente até mesmo de O chamado do Cuco (Rocco), do pseudônimo de Rowling, Robert Galbraith. Na lista de não ficção  a americana Demi Lovato conquistou o segundo lugar com facilidade, com Demi Lovato – 365 dias do ano – Staying Strong (BestSeller), uma coleção de pequenos textos da artista pop teen. A novidade na lista de livros infantojuvenis foi A princesa mecânica, de Cassandra Clare, que ficou em 12º lugar. Em autoajuda tivemos a edição especial ilustrada de Kairós (Principium), que estreou em 16º e, em negócios, o destaque fica com Negocie para vencer (HSM), que estreou em oitavo lugar.
No ranking de editoras, a Intrínseca ficou em primeiro lugar isolado, emplacando 17 livros. A Sextante ficou em segundo lugar, com 12, seguida da Globo, com 9 livros. A Record e a Rocco empataram no quarto lugar. Cada uma delas colocou 7 livros na lista.
 http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=75296

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Brasil melhora mas ainda é um dos últimos em ranking de educação

Os estudantes brasileiros ocupam os últimos lugares nos rankings de leitura, matemática e ciências em uma lista de 65 países e territórios, segundo um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira.

                                      sala de aula | AFP

De acordo com o estudo realizado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012, da OCDE, apesar da melhora nos resultados, os estudantes brasileiros na faixa de 15 anos ficaram em 55° lugar em leitura entre os 65 países analisados pelo estudo.

O Brasil totalizou 410 pontos em leitura, resultado semelhante aos registrados pela Colômbia e Tunísia e abaixo da Costa Rica, mas acima da Argentina e do Peru.
A média em leitura dos países que integram a OCDE, na grande maioria economias desenvolvidas, foi de 496 pontos em leitura.
A China, que liderou a classificação também em matemática e ciências, obteve 570 pontos em leitura.
A OCDE ressalta que a performance dos estudantes brasileiros em leitura melhorou desde 2000, passando de 396 para os atuais 410 pontos, o que revela uma evolução média anual de 1,2 ponto.
"Dados relativos a mudanças demográficas e sociais entre 2000 e 2012 no Brasil mostram que a melhora no desempenho na leitura pode ser totalmente explicada pela melhoria no status econômico, social e cultural da população estudantil", afirma o estudo.

Competências básicas

Mas o PISA revela um dado alarmante em relação ao nível de leitura dos estudantes brasileiros: quase a metade (49,2%) ficou abaixo do nível de competências básicas (classificado como nível 2 – que representa 407 pontos).
"Isso significa que, na melhor das hipóteses, eles podem identificar o assunto principal ou o objetivo do autor em um texto com assunto familiar e fazer uma simples conexão entre a informação do texto e seus conhecimentos diários", diz o estudo.
Houve, no entanto, um leve progresso, já que esse índice havia sido de 49,6% na pesquisa anterior, divulgada em 2010. Em 2000, a proporção de estudantes brasileiros com nível 2 de leitura havia sido de 55,8%.
Na área de matemática, os alunos brasileiros ficaram em 58° lugar, totalizando 391 pontos.
O resultado é comparável ao da Albânia, Jordânia, Tunísia e Argentina. A média obtida em matemática pelos países da OCDE foi de 494 pontos. A China totalizou 613 pontos nessa disciplina.
A OCDE destaca que o Brasil foi o país que registrou a maior taxa de crescimento no total de pontos em matemática nos últimos dez anos.
O Brasil passou de 356 pontos nessa disciplina em 2003 para 391 pontos em 2012. A evolução média anual no período foi de 4,1 pontos.
Em ciências, os estudantes brasileiros ficaram em 59° lugar, com 405 pontos.
O desempenho nessa disciplina também vem aumentando desde 2006, afirma a OCDE, quando o total de pontos obtidos por estudantes brasileiros havia sido 390. No período, houve uma evolução anual de 2,3 pontos nos resultados.
Quase 20 mil estudantes brasileiros de 837 escolas participaram dos testes do PISA 2012, que avaliou 510 mil alunos em 65 países.

Repetência

A organização destaca ainda no estudo PISA que o nível de repetência ainda é extremamente elevado no Brasil e ocorre em maior número entre os estudantes socialmente desfavorecidos.
"No Brasil, mais de um terço dos estudantes (36%) com 15 anos repetiu um ano pelo menos uma vez no ensino primário ou secundário. Muitos repetiram mais de uma vez. Esta é uma das mais altas taxas de repetência entre os países que participam do PISA", diz o relatório.
"O Brasil precisa encontrar meios de trabalhar com a baixa performance dos alunos para motivá-los e criar expectativas para todos e reduzir as taxas de abandono dos estudos", afirma a OCDE.
O Pisa avalia a cada três anos a performance de estudantes em leitura, matemática e ciências, com idade de 15 anos ou mais, matriculados a partir da 7ª série do ensino fundamental.



 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131203_ocde_educacao_fl.shtml

domingo, 1 de dezembro de 2013

Quem era Alice?

Alice no País das Maravilhas, escrita por Lewis Carroll, é uma história intrigante de uma garota que, devido a sua curiosidade extrema, segue um coelho branco, que ela jura estar de casaca e relógio de bolso. Nessa busca, Alice acaba se perdendo, passando o resto do tempo a procura do caminho de casa.
A história da ficção tem um final feliz, mas quem foi Alice na realidade?


A televisão e o cinema já reproduziram essa história algumas vezes, mas é claro tudo a partir do ponto de vista exclusivamente da obra de Lewis Carroll. Mas sabemos que a maioria das histórias de ficção são baseadas de alguma forma em alguma realidade, que pode perfeitamente ter sido adaptada para o contexto e para o universo que o autor pretendia retratar. E com Alice não foi nada diferente.
                                   
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Alice Liddell era uma garotinha muito imaginativa, que tinha uma amizade misteriosa com um estranho de 31 anos chamado Charles Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll. Na época em que Lewis a conheceu, Alice tinha apenas 7 anos de idade. E eram bastante frequentes os seus passeios com a garota de canoa pelo lago, que levavam quase que um dia inteiro. A história escrita por Lewis Carroll e que ficou conhecida pelo mundo inteiro, tem várias versões, algumas bastante inocentes, outras trágicas. Alguns dizem que Alice chegou a ser internada em um sanatório, outros dizem que era apenas uma garota muito agitada e com uma imaginação fértil.
O sucesso da obra “Alice no país das Maravilhas”, lançada em 1865, foi tão grande que invadiu os desenhos animados e as telas de cinema e fizeram grande sucesso, como a ultima versão, dirigida por Tim Burton. 
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Mas nenhuma dessas versões chegou perto de representar Alice da forma como ela realmente era.
O suposto romance entre o homem de 31 anos e a garotinha de 7 terminou quando seus pais descobriram que Lewis tinha o hábito de fotografar meninas da idade de Alice nuas. Eles então cortaram todos os contatos entre os dois, e Alice e Lewis nunca mais se viram pessoalmente. Essa amizade implicou em muitos problemas para o futuro de Alice, que, quando jovem, se apaixonou por um rapaz chamado Leopold, com quem não pode se casar por causa da desconfiança da sociedade da época. As pessoas provavelmente pensavam que Alice e Lewis tinham tido algo a mais.
Depois de alguns anos, Alice decidiu se casar com o primeiro que aparecesse e lhe pedisse a mão, e assim foi, tornando-se a Sra. Hargreaves.


Lewis chegou a ver uma foto de Alice depois de adulta, quando já era uma mulher casada e com filhos, porém alegou que preferia a menina que ela fora há tempos.

  

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http://lounge.obviousmag.org/advibe/2013/11/quem-era-alice.html