segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Não sabe brincar, não desce pro play


Biografia de Edir Macedo vende 240 mil livros em uma semana
 

                  
Nada a perder – livro 2, o segundo volume da autobiografia do bispo Edir Macedo realmente não sabe brincar. Se seu volume de vendas já fazia inveja até mesmo à trilogia erótica dos ‘Cinquenta tons’, essa semana ele simplesmente chutou o balde, o pau da barraca, a boca do balão, tudo junto: foram 243.232 exemplares vendidos nas livrarias consultadas. Duzentos e quarenta e três mil duzentos e trinta e dois livros. Em uma semana. Para se ter uma ideia, é 50% a mais que a soma das vendas de todos os livros, de todas as listas dessa semana do PublishNews (são 159.168); quase 22 vezes maior que o segundo colocado, Kairós, com 11.162, um número respeitável, mas irrisório perto do colega de pódio. Em todo caso, as editoras de ambos os títulos (Planeta e Principium) devem estar se sentindo verdadeiramente abençoadas.
Na lista de ficção o destaque foi o livro Fim (Companhia das Letras), de Fernanda Torres, que subiu da oitava para a terceira posição. Também tivemos o retorno de Morte Súbita (Nova Fronteira), de J. K. Rowling, que ficou em décimo lugar. O título ficou à frente até mesmo de O chamado do Cuco (Rocco), do pseudônimo de Rowling, Robert Galbraith. Na lista de não ficção  a americana Demi Lovato conquistou o segundo lugar com facilidade, com Demi Lovato – 365 dias do ano – Staying Strong (BestSeller), uma coleção de pequenos textos da artista pop teen. A novidade na lista de livros infantojuvenis foi A princesa mecânica, de Cassandra Clare, que ficou em 12º lugar. Em autoajuda tivemos a edição especial ilustrada de Kairós (Principium), que estreou em 16º e, em negócios, o destaque fica com Negocie para vencer (HSM), que estreou em oitavo lugar.
No ranking de editoras, a Intrínseca ficou em primeiro lugar isolado, emplacando 17 livros. A Sextante ficou em segundo lugar, com 12, seguida da Globo, com 9 livros. A Record e a Rocco empataram no quarto lugar. Cada uma delas colocou 7 livros na lista.
 http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=75296

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Brasil melhora mas ainda é um dos últimos em ranking de educação

Os estudantes brasileiros ocupam os últimos lugares nos rankings de leitura, matemática e ciências em uma lista de 65 países e territórios, segundo um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira.

                                      sala de aula | AFP

De acordo com o estudo realizado pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2012, da OCDE, apesar da melhora nos resultados, os estudantes brasileiros na faixa de 15 anos ficaram em 55° lugar em leitura entre os 65 países analisados pelo estudo.

O Brasil totalizou 410 pontos em leitura, resultado semelhante aos registrados pela Colômbia e Tunísia e abaixo da Costa Rica, mas acima da Argentina e do Peru.
A média em leitura dos países que integram a OCDE, na grande maioria economias desenvolvidas, foi de 496 pontos em leitura.
A China, que liderou a classificação também em matemática e ciências, obteve 570 pontos em leitura.
A OCDE ressalta que a performance dos estudantes brasileiros em leitura melhorou desde 2000, passando de 396 para os atuais 410 pontos, o que revela uma evolução média anual de 1,2 ponto.
"Dados relativos a mudanças demográficas e sociais entre 2000 e 2012 no Brasil mostram que a melhora no desempenho na leitura pode ser totalmente explicada pela melhoria no status econômico, social e cultural da população estudantil", afirma o estudo.

Competências básicas

Mas o PISA revela um dado alarmante em relação ao nível de leitura dos estudantes brasileiros: quase a metade (49,2%) ficou abaixo do nível de competências básicas (classificado como nível 2 – que representa 407 pontos).
"Isso significa que, na melhor das hipóteses, eles podem identificar o assunto principal ou o objetivo do autor em um texto com assunto familiar e fazer uma simples conexão entre a informação do texto e seus conhecimentos diários", diz o estudo.
Houve, no entanto, um leve progresso, já que esse índice havia sido de 49,6% na pesquisa anterior, divulgada em 2010. Em 2000, a proporção de estudantes brasileiros com nível 2 de leitura havia sido de 55,8%.
Na área de matemática, os alunos brasileiros ficaram em 58° lugar, totalizando 391 pontos.
O resultado é comparável ao da Albânia, Jordânia, Tunísia e Argentina. A média obtida em matemática pelos países da OCDE foi de 494 pontos. A China totalizou 613 pontos nessa disciplina.
A OCDE destaca que o Brasil foi o país que registrou a maior taxa de crescimento no total de pontos em matemática nos últimos dez anos.
O Brasil passou de 356 pontos nessa disciplina em 2003 para 391 pontos em 2012. A evolução média anual no período foi de 4,1 pontos.
Em ciências, os estudantes brasileiros ficaram em 59° lugar, com 405 pontos.
O desempenho nessa disciplina também vem aumentando desde 2006, afirma a OCDE, quando o total de pontos obtidos por estudantes brasileiros havia sido 390. No período, houve uma evolução anual de 2,3 pontos nos resultados.
Quase 20 mil estudantes brasileiros de 837 escolas participaram dos testes do PISA 2012, que avaliou 510 mil alunos em 65 países.

Repetência

A organização destaca ainda no estudo PISA que o nível de repetência ainda é extremamente elevado no Brasil e ocorre em maior número entre os estudantes socialmente desfavorecidos.
"No Brasil, mais de um terço dos estudantes (36%) com 15 anos repetiu um ano pelo menos uma vez no ensino primário ou secundário. Muitos repetiram mais de uma vez. Esta é uma das mais altas taxas de repetência entre os países que participam do PISA", diz o relatório.
"O Brasil precisa encontrar meios de trabalhar com a baixa performance dos alunos para motivá-los e criar expectativas para todos e reduzir as taxas de abandono dos estudos", afirma a OCDE.
O Pisa avalia a cada três anos a performance de estudantes em leitura, matemática e ciências, com idade de 15 anos ou mais, matriculados a partir da 7ª série do ensino fundamental.



 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131203_ocde_educacao_fl.shtml

domingo, 1 de dezembro de 2013

Quem era Alice?

Alice no País das Maravilhas, escrita por Lewis Carroll, é uma história intrigante de uma garota que, devido a sua curiosidade extrema, segue um coelho branco, que ela jura estar de casaca e relógio de bolso. Nessa busca, Alice acaba se perdendo, passando o resto do tempo a procura do caminho de casa.
A história da ficção tem um final feliz, mas quem foi Alice na realidade?


A televisão e o cinema já reproduziram essa história algumas vezes, mas é claro tudo a partir do ponto de vista exclusivamente da obra de Lewis Carroll. Mas sabemos que a maioria das histórias de ficção são baseadas de alguma forma em alguma realidade, que pode perfeitamente ter sido adaptada para o contexto e para o universo que o autor pretendia retratar. E com Alice não foi nada diferente.
                                   
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Alice Liddell era uma garotinha muito imaginativa, que tinha uma amizade misteriosa com um estranho de 31 anos chamado Charles Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll. Na época em que Lewis a conheceu, Alice tinha apenas 7 anos de idade. E eram bastante frequentes os seus passeios com a garota de canoa pelo lago, que levavam quase que um dia inteiro. A história escrita por Lewis Carroll e que ficou conhecida pelo mundo inteiro, tem várias versões, algumas bastante inocentes, outras trágicas. Alguns dizem que Alice chegou a ser internada em um sanatório, outros dizem que era apenas uma garota muito agitada e com uma imaginação fértil.
O sucesso da obra “Alice no país das Maravilhas”, lançada em 1865, foi tão grande que invadiu os desenhos animados e as telas de cinema e fizeram grande sucesso, como a ultima versão, dirigida por Tim Burton. 
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Mas nenhuma dessas versões chegou perto de representar Alice da forma como ela realmente era.
O suposto romance entre o homem de 31 anos e a garotinha de 7 terminou quando seus pais descobriram que Lewis tinha o hábito de fotografar meninas da idade de Alice nuas. Eles então cortaram todos os contatos entre os dois, e Alice e Lewis nunca mais se viram pessoalmente. Essa amizade implicou em muitos problemas para o futuro de Alice, que, quando jovem, se apaixonou por um rapaz chamado Leopold, com quem não pode se casar por causa da desconfiança da sociedade da época. As pessoas provavelmente pensavam que Alice e Lewis tinham tido algo a mais.
Depois de alguns anos, Alice decidiu se casar com o primeiro que aparecesse e lhe pedisse a mão, e assim foi, tornando-se a Sra. Hargreaves.


Lewis chegou a ver uma foto de Alice depois de adulta, quando já era uma mulher casada e com filhos, porém alegou que preferia a menina que ela fora há tempos.

  

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publicado em por
http://lounge.obviousmag.org/advibe/2013/11/quem-era-alice.html 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Escola dos EUA ameaça expulsar menina com cabelo crespo e armado

Segundo família, escola de Orlando deu prazo de 1 semana para mudança.
Menina de 12 anos se negou a mudar mesmo com provocação de colegas.

Uma menina de 12 anos foi ameaçada de expulsão pela escola particular onde estuda na Flórida, nos Estados Unidos, caso não cortasse e mudasse o estilo de seu cabelo. Vanessa VanDyke tem os cabelos crespos e com volume, e segundo sua família, recebeu o prazo de uma semana para decidir se iria cortar os fios ou deixar a escola, de acordo com a emissora de TV “WKMG”.
O caso gerou muita repercussão nos EUA, e a escola Faith Christian Academy de Orlando disse nesta semana que não está exigindo que a menina corte os cabelos para continuar frequentando o estabelecimento – eles “apenas” querem que ela mude seu estilo.

 
De acordo com a família de Vanessa Van Dyke, na última semana um conselheiro da escola advertiu a mãe da menina para que ela alisasse ou cortasse seu cabelo – ou a criança poderia ser expulsa.
A família não cogitou fazer as mudanças, pois o cabelo da menina faz parte de sua identidade. “Ele mostra que sou única. Eu gosto desta maneira. Eu sei que as pessoas vão me provocar porque ele não é liso, mas eu não ligo”, contou Vanessa.
A escola onde Vanessa estuda tem códigos de vestimentas e regras sobre como os alunos podem usar seus cabelos. “Os cabelos devem estar na cor natural e não devem ser uma distração”, dizem as regras, que citam como exemplos que não podem ser utilizados moicanos e raspados.
“Uma distração para uma pessoa não é distração para outra”, diz a mãe da menina, Sabrina Kent. “Você pode ter uma criança com espinhas no rosto. Você vai chamar isso de distração?”
Vanessa contou que usa seu cabelo longo e armado desde o início do ano, mas ele se tornou uma questão para a escola depois que sua família reclamou das provocações feitas pelas outras crianças.
“Houve pessoas que a provocaram por seu cabelo, e me parece que estão culpando-a por isso”, disse Sabrina. “Vou lutar pela minha filha. Se ela quer usar o cabelo assim, ela vai mantê-lo assim. Há pessoas que podem pensar que usar o cabelo natural não é apropriado. Mas ela é bonita assim.”
Responsáveis pela escola disseram em um comunicado que não estão pedindo que a menina use produtos ou corte seu cabelo, mas que ela o modele de acordo com as regras da escola.


 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/escola-dos-eua-ameaca-expulsar-menina-com-cabelo-crespo-e-armado.html

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

10 Capas de Livros com "irmãs" muito parecidas...

O Listas Literárias fez uma seleção com 10 pares de capas de livros pra lá de parecidas provando como diz a tendência há sempre alguém parecido com nós em algum lugar do mundo. Inclusive nas capas literárias:                
                                        

   


 

Seria falta de criatividade do autor ou editora?!!!


http://www.listasliterarias.blogspot.com.br/2013/11/10-capas-de-livros-com-irmas-muito.html

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A Mulher Virtuosa

Baseado na Escola Dominical ,tendo esse título como tema ,pois mim chamou muita atenção e motivo de muita participação ,pelo menos na minha classe,que eu gostaria de dividir com vocês mulheres não importa raça credo religioso,mas uma maneira ou comportamento sábio de lidar com situações de modo em geral.
Mulher Virtuosa - O comportamento de uma mulher são os únicos critérios capazes de definirem como virtuosa!
Você é uma mulher virtuosa,o que você precisa mudar,aperfeiçoar,buscar a ser!
* A mulher virtuosa faz tudo com amor e dedicação
* A mulher virtuosa é esposa fiel
* A mulher virtuosa é respeitada
* A mulher virtuosa trabalha
* A mulher virtuosa empreende
* A mulher virtuosa recebe testemunhos
* A mulher virtuosa teme ao Senhor


                                                     "Mulher virtuosa,quem a achará?
                                                 O seu valor muito excede o de rubins"

Ao contrário da virtuosa,a vil é desprovida das virtudes.A formosura da mulher virtuosa é de natureza ética ,a da vil é de caráter meramente estético.A mulher virtuosa prioriza os valores interiores e faz de Deus a fonte de tudo o quanto ela é e representa.Por isso a mulher virtuosa é tida por honrada!
Como esposa;
-Tem confiança e o respeito do marido- as bases do relacionamento conjugal são a confiança e o respeito mútuo,pois a fidelidade é um dos pilares do casamento.Onde impera a desconfiança e o desrespeito,o casamento está fadado ao fracasso.A cerca da mulher virtuosa,a palavra de Deus é clara ;O coração do seu marido está nela confiado.Provérbio 31.11.
-Tem a admiração e o reconhecimento do marido- uma  das formas de se demonstrar o amor no casamento é reconhecer a importância e o valor do cônjuge.Esse reconhecimento deve ser expresso por atitudes e palavras.Enquanto os homens são movidos pelo que vêem,as mulheres respondem melhor pelo que ouvem,por isso é importante que o esposo elogie sua esposa sempre.Ele sabe das qualidades de sua esposa e não sente vergonha em dizer!O marido da mulher virtuosa deve tercer-lhe elogios tanto no lar quanto em público.Mas o homem que destrata sua esposa arruína o casamento e peca contra Deus! IPedro3.7
Como mãe;
-É educadora ,em provérbios 31.25,duas coisas são ditas a respeito da mulher virtuosa a força e a dignidade são os seus vestidos,ou seja os valores morais que a mulher virtuosa veste,ela é segura,confiante e digna,valores nos quais como mãe ela educará seus filhos.
-É afetuosa,uma das grandes causas da delinquência juvenil pode ser encontrada na ausência de afetividade na infância.Afeto gera afeto,infelizmente muitos pais não demonstram carinho algum pelos filhos.A rispidez e os xingamentos estão presentes na educação e como será o futuro dessas crianças!
Como trabalhadora;
-Foi realizada nos Estados Unidos,há algum tempo,uma pesquisa envolvendo altas executivas, acerca do que as faziam se sentirem realizada como mulher?O resultado foi surpreendente ,a maioria respondeu que sua maior realização estava em ser esposa,mãe, e dona de casa.
A mulher virtuosa ama os afazeres doméstico e tudo faz para cumprir com excelência a sua missão.
Mas sempre que necessário,o marido pode ajudá-la nos afazeres doméstico.Dessa forma estará demonstrando sua gratidão a esposa.
É empreendedora;
-A missão da mulher moderna é bem complexa esposa,mãe,dona de casa,trabalhadora e empreendedora.Além das tarefas domésticas,muitas vezes precisa trabalhar fora para complementar a renda da família,tendo uma jornada de trabalho repleta de atividades.
Serva de Deus;
-Dá um bom testemunho,provérbios 14.1 há um forte contraste entre duas mulheres ;a sábia e a tola.esta por sua conduta ,destrói o seu lar.Mas aquela através de seu bom testemunho  edifica a sua casa.
Muitos são casamentos fracassados e desfeitos devido a falta  de sabedoria, prudência e sensatez se algumas mulheres.Por ela ser temente a Deus faz dela uma mulher estimada dentro e fora do lar.Provérbio 1.7

Busque no Senhor para permanecer seu casamento,na educação de seus filhos,escolher suas amizades,manter seu trabalho,fazer uma boa vizinhança enfim para que todos vejam seu bom testemunho, de uma mulher de Deus ,a você não é cristã mais você  também é observada,e tem qualidades que nem muitas mulheres cristã tem.
Busquemos a cada dia os valores  e virtudes morais para sermos honradas ,valorizadas não só por deus mas diante da sociedade de maneira digna e justa!


                                                           Jesus te ama e eu também!

Lição  Bíblica -CPAD
Imagem do Google

sábado, 23 de novembro de 2013

Por que o brasileiro não lê?

“Somos todos feitos do que os outros nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente.”
– Tzvetan Todorov (A literatura em perigo, 2009)
A importância da leitura dentro da história da humanidade sempre surgiu como uma condição essencial para a construção do poder crítico do indivíduo. Para entender — e compreender — os acontecimentos de sua época, a pessoa deve possuir ferramentas que apenas o conhecimento pode transmitir.
Esse conhecimento pode estar guardado em inúmeros lugares. Porém, para escutarmos o que as gerações antigas têm a nos dizer, precisamos consultar os livros, pois neles ficaram registrados seus pensamentos, incluindo certas instruções para a resolução de problemas que, no fundo, apenas se repetem.
Vejamos um exemplo. Milênios atrás, Aristóteles, um filósofo grego, escreveu um livro chamado Política, no qual analisa o contexto de sua época e de épocas anteriores, além de apontar os regimes políticos possíveis. Apesar da grande distância de tempo, os teóricos políticos dos tempos atuais precisam passar pelo estudo das teorias aristotélicas para refletir acerca das condições atuais.
Para continuar na Grécia, passemos para o professor de Aristóteles, Platão. Em sua mais conhecida obra, A República, ele descreve um modelo ideal de cidadão que, se fosse reproduzido em larga escala dentro da cidade, constituiria uma sociedade perfeita, na qual todas as pessoas viveriam em perfeita harmonia. Milênios depois de ter escrito sua teoria, ele permanece sendo referência para os estudiosos posteriores, que o leem com bastante atenção.
Esses dois exemplos citados serviram para que possamos perceber a importância dos pensamentos antigos para a reflexão contemporânea dos acontecimentos. E até hoje, o modo mais comum de registro ainda é o livro.

E o que é ser leitor?

Para ser leitor, basta ler.
Simples.
Se a leitura for assim considerada, então os brasileiros não tem problema algum com ela, já que estão constantemente lendo alguma coisa, seja na internet, nas placas de trânsito, nas legendas dos filmes e dos jogos de videogames ou nos anúncios dos shopping centers.
Leitura é o que não falta no dia a dia das pessoas no Brasil e no mundo. Nesse caso, é melhor recolher o texto que estou escrevendo, porque o brasileiro lê, sim. Mas será?
Para organizar melhor os argumentos, foi escolhido uma fonte de referência que se renova de dois em dois anos e já se encontra no terceiro volume, que é a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, feita pela Instituto Pró-livro de São Paulo. Nela, pessoas espalhadas por todo o país responderam diversos questionários, e foi possível saber, dentre muitas coisas, não apenas a quantidade de pessoas que têm o hábito da leitura, mas também porque  os brasileiros não leem.
Segundo o livro Retratos da leitura no Brasil, leitor seria “aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses”. E não leitor seria “aquele que não leu, nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses”. Sendo assim, excluem-se leituras em jornais, revistas, folhetos, internet etc.
Na pesquisa feita em 2007, o número de livros lidos por habitante/ano era de 4,7. Na pesquisa divulgada em 2013, esse número caiu e atingiu a marca de apenas 4 livros por ano, sendo 2,1 inteiros e 2,0 em partes.
Preocupante, não?

Se considerarmos que grande parte das pessoas pesquisadas ainda participa de algum estágio da formação escolar ou acadêmica, muitos desses quatro livros por ano são leituras técnicas e/ou obrigatórias, e as quantidade de leituras espontâneas, aquelas que a pessoa faz por iniciativa própria, são ainda menores.
Outro ponto importante para identificarmos os leitores no Brasil são as regiões. O Nordeste é o que mais lê, com cerca de 4,3 livros por ano. Já o Norte puxa toda a média para baixo, com 2,7.
Com isso, é possível verificar que o brasileiro já lia pouco em 2007. Contudo, conseguiu diminuir ainda mais esse número na última pesquisa e alcançou uma marca preocupante para um país que deseja se desenvolver e que figura entre as dez maiores economias do mundo

E por que o brasileiro não lê?

Com o baixo interesse do brasileiro em leitura confirmado pela pesquisa, resta agora tentar entender os motivos que geram essa problemática. Vamos lá.
Pais que não têm o hábito de ler não são boas referências de leitura para o filho.
Para que uma criança descubra o prazer pela leitura, a primeira influência que ela pode receber é a familiar. Assim, se os pais têm o hábito de ler constantemente em seus horários livres, a criança rapidamente vai associar essa prática a uma coisa legal e divertida.
Mas, se ao contrário, os pais não têm o hábito de pegar um livro nas mãos, a criança vai apenas reproduzir aquilo que vê em casa.
Um detalhe interessante para se destacar nesse ponto é sobre o que os brasileiros costumam fazer quando têm tempo livre, ou seja, quando estão fora do trabalho, da escola ou de quaisquer obrigações. A resposta é surpreendente.
A leitura ocupa uma singela sétima colocação  colocação, atrás de assistir à televisão, descansar e escutar música ou rádio. Porém, um dado rivaliza com esse que acabamos de descobrir. Questionados sobre as razões que o fizeram não ter lido nos últimos três meses, 53% dos brasileiros responderam que não tinham tempo para ler.
Com esses dados em mãos, fica fácil perceber que, embora tenham rapidamente apontado, o verdadeiro problema não é a falta de tempo, e sim a falta de interesse pela leitura. O que acontece é que a pessoa prefere tomar uma cerveja no bar com os amigos, assistir a um jogo de futebol ou a um filme do que sentar numa poltrona ou sofá para ler um livro.
O mesmo ocorre quando as pessoas questionam que não têm dinheiro para comprar um livro ou que o livro custa caro. Muitas vezes, sim, ele custa caro, mas o mesmo sujeito que faz essa reclamação reserva uma quantia de seu salário para gastar em farra no final de semana.
Então, mais uma vez, o problema não é o dinheiro, e sim o interesse.

O paradoxo do preço do livro

Ah, o preço do livro é alto demais? Chegou a hora de você conhecer o paradoxo que envolve esse problema.
Resumidamente, para o preço do livro ser definido, a editora soma diversos valores, que incluem as seguintes etapas:
1. produção (que se resume basicamente em preparação de texto, diagramação/projeto gráfico, revisão e design de capa);
2. impressão;
3. marketing;
4. distribuição.
Todas essas etapas variam de preço, sempre dependendo da qualidade do profissional que vai executá-las.
Porém, uma delas possui um detalhe que é universal: quanto mais livros são impressos, mais barato fico o preço unitário.
Isso acontece porque o custo de colocar uma máquina de impressão para funcionar é alto e, para se manter, as gráficas precisam dar prioridade às grandes tiragens, que, embora utilizem mais material, compensam na continuidade do trabalho.
Para ilustrar, vamos usar um exemplo. Digamos que a tiragem de um determinado título tenha sido de 3000 exemplares e seu preço de capa — ou seja, aquele aplicado nas livrarias — seja R$40,00. Em virtude do preço gasto na gráfica e em todas as etapas de produção, fica impossível para a editora fazer um preço menor.
Todavia, se ela optasse por mandar imprimir 10.000 exemplares, provavelmente o preço de capa do livro baixaria para algo em torno de R$20,00 e R$30,00. E por que as editoras não fazem isso sempre? Porque não existem leitores suficientes para bancar uma tiragem de 10.000 exemplares.
Entenderam o paradoxo?
As pessoas não comprar livros por os considerarem caros, e os livros são caros porque as pessoas não os compram.
A influência da família no cultivo do hábito da leitura em casa é de extrema importância. Pais que gostam de ler estimulam seus filhos. E essa questão muitas vezes não tem relação com o baixo ou alto poder aquisitivo, já que bibliotecas existem para conceder o acesso.
Mas e quando os pais não sabem ler?
Bem, esse é o nosso próximo tópico.

O analfabetismo

Os dados coletados pela pesquisa Retratos da leitura no Brasil indicam que os índices de leitura aumentam com o crescimento do nível de escolaridade, alcançando 7,7 livros por ano entre as pessoas com nível superior, 3,9 com nível médio, 3,7 da 5a à 8a séries e 2,5 até a 4a série.
Esses números mostram que a leitura tem uma forte relação com a escolaridade.
Embora muitas pessoas hoje já possuam acesso a níveis de escolaridade superior, muitas delas não possuem habilidades de leitura ou até mesmo são analfabetas, como foi o caso do rapaz que passou em 9o lugar no vestibular de Direito em 2001 sem saber ler e escrever.
Isso impede que o vínculo afetivo da pessoa com o livro seja possível, uma vez que, para ela, ler é um sacrifício tremendo.
Mas como explicar que pessoas com níveis de escolaridade concluídos não saibam ler ou tenham grandes dificuldades? Vamos voltar um pouco no tempo.
A partir da década de 1980, é possível perceber profundas mudanças conceituais e metodológicas no processo de alfabetização. Por décadas, o modelo tradicional  foi representado pela cartilha, a qual se constituía num mero código de representação de linguagem oral.
Hoje, é possível ver que a escrita passou a ter um caráter simbólico.
Esse modelo representado pela cartilha tem origem num contexto político bem singular de nosso país. A partir da década de 1960, por conta da evolução tecnológica, os países economicamente desenvolvidos passaram a exigir que o trabalhador soubesse apenas o lado funcional da escrita, de modo a conseguir operar técnica e cientificamente as teorias e os aparelhos usados em suas demandas de produção.
Dessa forma, os sistemas educacionais do mundo inteiro tiveram que se adaptar às novas regras.
Com esse cenário armado e uma ditadura definindo as regras do país, o brasileiro se acostumou a identificar no professor a figura da autoridade, que não dá espaço para a indisciplina, mas que também afoga as práticas sociais de leitura e escrita, as quais incorporam condições essenciais para o exercício da cidadania plenamente consciente.
Dessa época para cá, passaram-se cerca de cinquenta anos e, apesar de todas as mudanças que vêm sendo aplicadas no sentido de alfabetizar as pessoas de modo a torná-las “alfabetizadas letradas”, e não apenas meras reprodutoras de informações, ainda assim não conseguimos resultados satisfatórios.
Um exemplo disso são as leituras obrigatórias nas escolas.
Grande parte delas são clássicos das literaturas brasileira e portuguesa, entretanto, a despeito de sua relevância histórica, não são nada sedutoras para crianças e adolescentes que estão adentrando nesse universo. Livros como Senhora, de José de Alencar, e Auto da barca do inferno de Gil Vicente são magníficos, mas verdadeiras esfinges para os estudantes do segundo grau. Por não conseguirem absorver muita coisa das leituras, frustram-se e as abandonam, preferindo se preparar para as provas estudando resumos feitos pelos pouquíssimos colegas que conseguiram entender algo.
Mas a pior consequência desse cenário é o fato de que esse adolescente vai continuar identificando a leitura a algo chato e sem graça, pois sempre que recebeu um livro nas mãos, escutou: “decifra-me ou te devoro”.
Mesmo novo, esse jovem aluno já possui dois desafios tremendos: pais que não gostam de ler e poucos livros interessantes para ler na escola.
Contudo, nos últimos anos, o Governo Federal tem investido muitos milhões de reais para abastecer as bibliotecas públicas e/ou escolares do Brasil. Todos os anos, ele compra milhares de livros que são distribuídos por todas as cidades e que deveriam chegar nas mãos de professores e alunos.
O problema surge quando se verifica que as escolas têm…

Professores mal preparados

Para que alunos sejam bem formados acadêmica e intelectualmente, uma peça não pode faltar: o professor.
Ele é o personagem principal quando o assunto é estímulo à leitura. A sua importância chega ao ponto de até ocupar o topo da lista de quem mais influenciou os leitores a ler, ficando na frente dos pais e dos amigos.
Porém, quando esses professores não possuem uma boa formação ou uma prática de leitura bem firmada, os alunos não detectam que o livro pode ser divertido e permanecem considerando o objeto como uma simples ferramenta necessária para passar de ano.
Uma história curiosa me foi contada por uma especialista em literatura infanto-juvenil. Disse ela que, no ano passado, em uma cidade do interior de São Paulo, uma escola recebeu milhares de livros para abastecer sua biblioteca. Os livros chegaram bem empacotados, ainda exalando aquele cheirinho de papel novo tão gostoso. Porém, a diretora, que certamente não possuía nem o mínimo grau de hábito de leitura, tomou uma decisão que, na cabeça dela, era a mais correta.
Decidiu trancar todos os livros dentro de uma sala.
O motivo?
“Assim os alunos não vão estragá-los”.
Percebem a total falta de consciência literária nessa diretora? Para ela, os livros são objetos que não podem ser estragados. Em virtude disso, devem ficar trancados, longe dos alunos.
E o que os alunos fizeram? Nada, é óbvio!
Se eles não têm pais que gostem de ler dentro de casa, não têm professores preparados para ensiná-los a ler com prazer e os livros ficam trancados dentro de salas, o que mais vocês esperam que aconteça? Os alunos vão continuar indo para a escola, tendo suas aulas, mas, na primeira oportunidade que tiverem, vão querer jogar futebol, assistir à televisão etc.
As escolas não precisam de pessoas que escondam os livros, por melhores que sejam as suas intenções. O que as escolas precisam é promover a educação de verdade.
Para isso, precisa de profissionais e educadores que leiam outros livros além dos didáticos, que ensinem seus alunos a procurar a leitura como forma de resolução através de reflexão interior, que criem condições adequadas para essa função.

A exploração portuguesa não ajudou

Enquanto outros países europeus, com índices bem maiores de leitura que os brasileiros, já possuem milênios de prática, o nosso país, de vida, não tem pouco mais de quinhentos anos. Além disso, por muito tempo, nossas terras serviram, exclusivamente, como fonte de extração de matéria-prima, e pouco desenvolvimento foi feito.
Se para a metrópole portuguesa o Brasil não servia para nada além do envio de riquezas brutas, certamente a leitura não constava na lista de itens mais importantes da agenda imperial. Porém, esse cenário mudou quando as coisas apertaram para Portugal lá na Europa.
Com a ameaça napoleônica de invasão francesa, a corte portuguesa ficou com medo e decidiu se estabelecer em terras brasileiras. Com eles, vieram uma quantidade absurda de barcos que traziam obras de arte, jóias, roupas e, inclusive, toda a Biblioteca Real.
No meio desses barcos, veio também algo que seria muito importante para o estabelecimento da leitura no Brasil: a Impressão Régia.
Em 13 de maio de 1808, foi oficializada por Dom João a instalação de uma casa impressora, que seria destinada a publicar a papelada oficial do governo. Embora fosse reservada apenas para os assuntos do governo, a Impressão Régia foi um marco de mudança, uma vez que, antes dela, os livros que se consumiam no Brasil vinham quase que exclusivamente da Europa.
Se apenas em 1808 o Brasil pôde contar com uma máquina de impressão oficial, por um pouco mais de duzentos anos é que se foi fomentando, a passos de formiga, a leitura. Sendo assim, é natural que nossos índices sejam mais baixos que o restante dos países mais desenvolvidos.
Entretanto, existe um detalhe nessa história. Os Estados Unidos começaram a ser colonizados um pouco antes do Brasil, mas têm um índice de leitura bem maior. Como se explica?

Países católicos, geralmente, leem menos que protestantes

Segundo o intelectual alemão Max Weber, o espírito do capitalismo reside dentro da ética protestante. Dessa forma, a maioria dos países que se desenvolveram durante a Revolução Industrial seguiam a filosofia iniciada por Martinho Lutero na Alemanha, no século XVI.
Para o filósofo, os protestantes possuem uma formação educacional mais técnica, voltada para a pesquisa e para a contestação.
E não é para menos, né?
Lutero foi um padre ordenado pela Igreja Católica, mas expulso por criticar o distanciamento que ela mantinha com os fiéis. Não contente com apenas questionar as bases católicas, ele fez algo terminantemente proibido: traduzir a Bíblia para uma língua diferente do latim. No caso, ele traduziu para o alemão. A partir daí, aqueles que queriam ler a Bíblia e muitos outros livros, poderiam fazê-lo.
Esse distanciamento da Igreja Católica foi criticado por Lutero, que optou por criar sua própria corrente religiosa. Porém, por séculos ela continuou tendo seguidores, que estavam satisfeitos em não ter tanto acesso às informações quanto os protestantes, e aceitaram até 1962 que a liturgia católica seguisse o formato romano e fosse rezada em latim, língua inacessível para quase 100% de seus seguidores nos dias atuais.
Por isso, os protestantes receberam maiores estímulos à leitura (mesmo que, na época, fossem apenas documentos religiosos), enquanto que os católicos eram afastados dos assuntos relacionados à sua igreja e, consequentemente, à leitura e à pesquisa.
Para formarmos um país de leitores, precisamos começar dentro de nossas próprias casas, precisamos entender que a leitura é, sim, prazerosa, e que rende frutos fascinantes para aqueles que a praticam.
Com ela, uma pessoa pode, efetivamente, se tornar cidadã, com poder e consciência crítica. Agora que sabemos os motivos que prejudicam o hábito da leitura no Brasil, podemos identificar as soluções, não acham?
Então levante, pegue o seu livro — impresso ou eletrônico — e comece a ler. Qualquer leitura é válida.
Vamos aumentar essa média de leituras por ano no Brasil?
Nota do editor: nenhuma imagem foi inserida nesse post de propósito, para que o foco seja unica e exclusivamente a leitura e a reflexão sobre a leitura no Brasil. O espaço de comentários está aberto para a discussão.
Filipe Larêdo

Filipe Larêdo é um amante dos livros e aprendeu a editá-los. Atualmente trabalha na Editora Empíreo, um caminho que decidiu seguir na busca de publicar livros apaixonantes. É formado em Direito e em Produção Editorial.


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